Fé: Só vivendo para explicar...


Visitando um dia desses uma rede social de filmes, após assistir o filme "Deus Não Está Morto" (God's Not Dead), 2014, dirigido por Harold Cronk, fiquei horrorizada com a quantidade de pessoas que xingavam o filme, o diretor, os atores e, principalmente, o tema.

Algumas das frases 'delicadas' que expressavam a profunda ojeriza, raiva e desprezo que aquelas pessoas sentiam pelo filme: "Deus não está morto, só está em coma", "propaganda religiosa mal feita", "marketing gospel de quinta categoria", "eu vivi para ver um semideus virar ateu", "se o homem foi feito de barro, esse filme foi feito de fezes", "tendencioso e forçado", etc.
Inacreditável a quantidade de anticristãos - só podem ser anticristãos, não creio que um ateu ou um agnóstico usaria um  linguajar tão desproporcional assim - que inundam aquela rede, especificamente para esculachar com o filme.

Eu fiquei meditando sobre aquele mar de blasfêmias, onde o nome de Deus parecia, saindo daquelas linhas tortuosas, o nome de um bandido qualquer, um genocida, um meliante, um psicopata, um ditador, sobre o qual tivessem feito um filme. Aliás, filmes e/ou livros feitos para honrar causas indefensáveis, como por exemplo, sobre Fidel Castro e Che Guevara - ambos transformados em ícones pop de jovens entupidos de maconha - ou sobre a vida de Karl Marx (satanista, filósofo-pai do socialismo-comunismo que matou cem milhões de pessoas), bem, essas obras são aplaudidas. São louvadas. São verdadeiras musas inspiradoras do público que se auto-intitula "intelectual", mas que não passam de pessoas com graves distúrbios cognitivos.

E eu comecei a lembrar do Brasil (e do mundo) da minha infância... de como a fé e a religião cristã eram respeitadas.


"Futebol, política e religião não se discute", era o dito popular daquela época, reflexo de um povo que, longe de querer aparentar ser politicamente correto, era pura e simplesmente gentil e respeitoso. Não havia ditadura do pensamento, como hoje (você é machista, racista, homofóbico, sexista, xenófobo, fascista ou nazista, de acordo com a necessidade deles). As pessoas diziam o que pensavam. E pensavam e diziam tudo com simplicidade, sem sensibilidades exacerbadas, ódios enrustidos, sem ideias pré-concebidas. 

Quando se falava em religião, havia em todos um comedimento reverente: falar em Deus, em Jesus Cristo, mesmo para os não-cristãos ou os que se diziam "incrédulos", era sempre com educação e respeito. 

Hoje, quando falamos sobre fé com certas pessoas, o que invariavelmente notamos é um sorriso condescendente, na melhor das hipóteses ou um olhar de esguelha, como se dissesse: "Pronto, lá vem mais um fanático falar em fé e milagres".

Infelizmente, falar sobre a fé é deveras complicado, pois para cada ser humano ela é uma experiência única. O que eu sinto como real e verdadeiro, se transformado em palavras pode parecer apenas uma convicção ingênua, uma ilusão, uma bobagem sentimentaloide. Entretanto, quando eu converso intimamente com Deus e sinto o que Ele deseja de mim, eu sei o quanto isso é grandioso. O quanto é importante, para mim e para Ele.


Quando faço minhas orações e peço uma bênção, sei que muitas vezes ela não virá exatamente como eu espero: Deus é um Pai, não um gênio ou djinn dentro de uma garrafa, como contam as lendas árabes. Ele não me "concederá quatro desejos" da forma incrível e mágica que alguns podem pensar. Ele pode me conceder a bênção após um longo e árduo caminho que eu ainda terei de trilhar, após uma crise existencial ou alguns eventos inesperados, nem ruins, nem bons. Entretanto, em determinado momento eu sei que vou parar, refletir e... lá está! ACONTECEU, o que eu pedi.

Fé é isso: Você pedir ao Pai, sabendo que Ele vai atendê-lo... Uma experiência que todos deveriam experimentar, pois transcende o mundo das palavras e da realidade humana.

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2 comentários:

Pat Kovacs disse...

É verdade. Quem ataca a fé cristã não é o ateu, o agnóstico ou pessoas com crenças em outras religiões - a exceção do islã, que é anti-tudo-que-não-é-islão. Quem ataca a fé cristã é o anti cristo, a pequena e verminosa célula do anti-cristo. E certamente o anti-cristo é alguém a quem devemos lamentar profundamente, pois em si só há o ódio por uma fé, doutrina e verdade que ele não compreende, não se esforça por compreender. Mas o anti-cristo acredita, SIM, tanto em Deus quanto em Cristo ao ponto de se opor publicamente a eles.
Ou são apenas pequenos quixotes contra moinhos de ventos.
São irracionais e ilógicos, histéricos e psicóticos como qualquer outros sub-produto do esquerdismo.

Jossi disse...

Verdade, Pat! Infelizmente vivemos em tempos sombrios, piores que os que sucederam as duas Grandes Guerras... nunca vi tantos ataques contra a fé cristã, nunca imaginei que um dia isso seria assim. Como, porém, toda doença, o esquerdismo que produz tantos desequilibrados, histéricos e psicóticos, um dia vai se autoconsumir, se autodestruir, porque não há mal que sempre dure. Obrigada por comentar. :)