J. Kent Messum - Iscas



J. Kent Messum - Iscas
Ano: 2015
Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Record
Sinopse:
Dependentes químicos num jogo mortal lutando pela sobrevivência.
Seis estranhos acordam em uma ilha deserta sem qualquer lembrança de como chegaram ali, mas logo se torna evidente o que todos têm em comum: são dependentes de heroína. Sequestrados e colocados à força em um jogo mortal.
Em pouco minutos, começam a discutir, porém os ânimos se acalmam quando eles encontram um baú com água, comida e uma carta informando que ninguém irá socorrê-los e que, do outro lado do canal, há uma segunda ilha, onde eles encontrarão mais suprimentos e uma recompensa para quem completar a tarefa: uma dose da mais pura heroína.
Quando os primeiros sintomas da abstinência aparecem, eles não veem alternativa a não ser se entregar à pressão psicológica imposta pelos misteriosos torturadores. Então se aventuram em um oceano de terror.
QUANDO AS DROGAS MOSTRAM TODA SUA FÚRIA!



O típico livro de pura aventura, com muita adrenalina na veia (adrenalina, não heroína!) e muito suspense. Um livro sobre o qual não se pode falar muita coisa, exceto que é uma boa diversão para quem gosta, claro, de suspenses tipo "Tubarão" (Peter Benchley). Só que naturalmente, bem menos denso, mais folhetinesco e superficial.
A ideia central (seis pessoas estranhas presas numa ilha e correndo perigos diversos) não é lá muito original. É até bem batida... o que torna o tema diferentão, é justamente o fato de que todos os "heróis" são anti-heróis. São todos dependentes químicos que, em relances rápidos de narrativa ágil, se recordam de suas vidas, tentando entender como foram parar ali, naquela ilha isolada... e diante de uma prova tão dura, que era a de nadar feito loucos, para conseguir "um pico" (uma picada de droga).


Lembra muito vagamente "Tubarão", pelo fato de estarem num ambiente praiano, diante de um mar infestado de tubarões e correrem perigos diversos. Só que aqui é tudo muito mais rápido. O enredo é simples, embora prenda nossa atenção, justamente pelo fato de ser simples e assustador. Os personagens são rasos, mas para um livro de aventura que se passa em... 2 ou 3 dias, onde o terror é imediato e os predadores estão em todos os lados, seus perfis psicológicos estão de bom tamanho.
Nash, Felix, Ginger, Kenny, Tal e Maria tem que se "aturar" uns aos outros. Como alguns já estão com sintomas de abstinência, outros menos, alguns quebra-paus acontecem, mas lá pelo meio da história, eles acabam compreendendo que precisam "se unir em equipe", porque isolados não terão NENHUMA chance de sobreviver.


Ao contrário de alguns comentários do Skoob, eu me identifiquei um pouquinho com a personagem Ginger, mais sensível e também com Nash.
"Nash rezou no meio do oceano e prometeu a si mesmo que se conseguisse voltar para terra firme, se conseguisse se safar, mudaria totalmente de vida, pediria perdão a todos que prejudicara e tentaria compensar as pessoas que fizera sofrer. Telefonaria para os entes queridos trocados pela heroína e diria que Nash estava são e salvo e gostaria de vê-los de novo. Iria para uma clínica de reabilitação e até mesmo para a igreja. Seria um novo homem, do bem e renovado."
Um final... normal. Nem espetacular, nem decepcionante. Acho que dá uma boa distração para ser lido em um dia tranquilo, porque tem muitos lances em que a trama muda, dá um giro de 380 graus ou nos faz perder o chão -- sustos, muitos sustos. 
Para quem gosta de um terror light, com muitas surpresas, sustos e algum sangue, é boa indicação.




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