Cristin Terrill - Todos os nossos ontens




Cristin Terrill - Todos os nossos ontens


Destrua o passado para salvar o seu futuro 

Ano: 2015
Páginas: 352 
Idioma: português  
Editora: Novo Conceito 
Sinopse: 
O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo? 
Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse? 
Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem? 
Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo... 
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Análise... 
"Todos os nossos ontens" é uma fantasia para jovens adultos, mas que serve perfeitamente à distração de adultos, de qualquer idade.  

Quando comecei a leitura, pouca coisa me chamou a atenção, exceto o fato de a temática envolver viagens no tempo e isso, por acaso, ser um dos meus temos favoritos. Portanto, o início do livro parecia como qualquer outra distopia dos chamados 'romances teen', que sempre contém a mesmíssima fórmula - uma garota, um garoto, várias amigas e amigos de ambos, os pais (na grande maioria problemáticos, talvez porque os autores querem enfatizar a ótica adolescente dos seus progenitores) e algumas aventuras.  
Estas aventuras sempre envolvem romances entre os rapazes e as mocinhas, triângulos amorosos, um impasse, um conflito, um vilão (ou vilã), uma separação e... um reecontro, logicamente. A mesma fórmula usada, há anos, para fisgar leitoras adultas com seus romances "cor-de-rosa", só que agora usando uma roupagem própria para a molecada dos 13 aos 18 - ou mais, conforme o gosto... 
Pois bem, voltemos ao livro 'teen' sobre viagem no tempo. O que me fisgou foi o desejo de ler alguma coisa leve e curiosa, misteriosa e perigosa, sem ser claustrofóbica, pesada e doentia, como estão ficando os últimos livros de Stephen King - que tenho deixado pela metade, ultimamente.  
O romance tem DUAS protagonistas (aparentemente): Em, uma garota que vive num futuro próximo; E Marina, uma garota mais nova, que vive no hoje, no presente. E dois rapazes, James e Finn, sendo que apenas Finn está nesse suposto 'futuro próximo'. 


A história começa pesada -- para um livro teen -- mas bem light, para quem já encarou "O Cemitério Maldito" de Stephen King. Portanto, uma jovem, Em, está metida numa cela sendo torturada todos os dias e noites por um grupo da polícia secreta do governo. Ou melhor, do estado totalitário em que os EUA se tornarão no futuro. 
O desenvolvimento da trama é rápido, embora haja excesso de diálogos que embolam o deslizar mais suave e o encadeamento de fatos. Além disso, achei um pouquinho cansativos os flashbacks que, a todo instante Em e Finn sofrem no decorrer de sua épica aventura através do tempo. 
Não é algo comparável, por exemplo, à trilogia inesquecível de "De Volta para o futuro", mas um livrinho agradável, um romance curioso e distração bem-vinda numa tarde chuvosa, fria ou quente demais, quando você quer relaxar a cabeça e mergulhar numa aventura diferente. 
O livro tem muitos clichês, mas seu forte são os assim chamados "paradoxos" -- se você ler alguma teoria de modernos físicos que analisam viagens no tempo (embora eu jamais acredite nelas, exceto como fantasia), verá que o significam. O livro tem muitos, apesar da teoria do 'Doutor', um personagem vilão, o construtor de Cassandra, a máquina, dizer que "o tecido do tempo pode não suportar um paradoxo"... mas suportará. E isso vai tornar o enredo mais divertido, uma vez que foram poucas as tramas de 'viagens no tempo' em que me deparei com um dos personagens vendo a si mesmo no passado (ou no futuro). 


Foi uma boa leitura, divertida e com um final que agradará aos jovens leitores. 
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2 comentários:

Pat Kovacs disse...

Pareceu-me confuso e nada relax para uma tarde chuvosa o.O

E como já te falei sobre isso, é melhor mesmo largar os livros de Stephen King e similares, pois não faz nem um pouco bem à mente. A atmosfera planetária já está muito poluída com esse tipo de toxina mental. Tenho evitado ler qualquer coisa pesada, incluindo notícias reais... minha cabeça não anda muito boa para eu sobrecarregá-la ainda mais com mensagens do tipo.

Vc disse que o livro começou pesado demais para uma história teen... outro dia comprei um livro juvenil para presentear uma "sobrinha" que vai fazer 8 anos, mas só fui ler a sinopse direito quando cheguei em casa (ainda bem que o livro custou só R$ 2, daquele programa Mais Leitura). A protagonista é uma menina de 12 anos, logo o público alvo são meninas nessa faixa etária... mas na história contém a morte do pai da protagonista e ainda o suicídio de uma prima!! O que essa canalhada está querendo fazer com a mente das crianças, afinal?? Depois de tantas postagens suas mostrando os estratagemas esquerdistas para se infiltrar na cultura e na mente, até se passar por algo bom e normal, que fico pensando quantos livros aparentemente inocentes como esse que citei não estão sendo consumidos pelas crianças!

Jossi Slavic Genius disse...

Oi, Pat!
Fiquei um tempão sem postar, na verdade estava correndo por aqui... é tanta coisa pra se arrumar em casa, aproveitando o inverno, porque no verão!!! O calor não deixa a gente se mexer, rss...

Mas é fato, os livros de hoje em dia estão sendo escritos com esse intuito ÚNICO, o de SUBVERTER cada vez mais as pessoas e, principalmente, os jovens... como mencionei pra você em um email que trocamos, a estratégia dessa NWO (ou Nova Ordem Mundial de esquerda) é realmente "perder" a juventude, com sexo livre, drogas, imoralidade, desrespeito com pais e afastá-las das religiões (que tem o papel de conduzir para o caminho da ética e da moral).

Esse livrinho é relativamente inofensivo, pelo menos no quesito 'moral'. Eu também ando checando bem os conteúdos, e quando noto a subversão, meto o chicote mesmo.

:)