Dissecando: Nicholas Hagger - A História Secreta do Ocidente



Nicholas Hagger - A História Secreta do Ocidente Influência das Organizações Secretas na História Ocidental da Renascença ao Século XX

Ano: 2011
Páginas: 528
Idioma: português  
Editora: Cultrix

Sinopse:
Ao mapear as atividades das organizações secretas, este livro apresenta uma narrativa cronológica de revoluções, da Renascença (que começou em 1453) até a Revolução Russa. Cobre realizações de revolucionários como Robespierre e Lênin. Mostra como as visões utópicas de sociedades ideais acabam em massacres e decapitações, contendo assim uma advertência. Cada revolução é apresentada em termos de uma dinâmica em quatro partes. Um idealista tem uma visão oculta, que outros enunciam em termos intelectuais. Ela é corrompida por um regime político e tem como resultado a supressão física (como nos expurgos de Stálin). 
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A verdadeira história do ocidente, massa de manobra de líderes malignos

Esse livro é tão denso, tão profundo e é necessário uma concentração tão grande para entendê-lo, que demorei uns três meses até me sentir apta a iniciar uma simples resenha.

Não por ele ser complicado - ao contrário, é escrito de forma bastante compreensível e simples, mas suas implicações é que são profundas. O autor Nicholas Hagger foi fundo nas raízes do mal que domina o mundo de hoje, e que remontam à época dos "inofensivos" cátaros... que de inofensivos nada tinham. 

Ele vai fundo e escava sob a dura "casca" da normalidade do mundo, arrancando de lá pequenos monstros, como: o alquimista Paracelso, o Illuminatus satanista Adam Weishaupt, o satanista Albert Pike, o mafioso Giuseppe Mazzini, William Tyndale, Francis Bacon (fundador da Sociedade Rosi Crosse), o cabalista e mago Robert Fludd, o rosacruz puritano Samuel Hartlib, o cabalista rosa-cruz Menasseh ben Israel (Manoel Dias Soeiro, nome de 'guerra'), o agente duplo (Priorado de Sião e Templários) Talleyrand, a riquíssima família Rothschild (que desde sempre adotou as ideias weishauptianas de criar um governo mundial). Sobre esse último, diz o autor:

"Quando morreu, em 1812, Mayer Amschel “Rothschild” tinha se tornado o homem mais rico que o mundo já conhecera. Esse comerciante inspirador do imperialismo tinha fundado novos bancos Rothschild na Inglaterra, França e Alemanha. Seu testamento determinava que todas as posições importantes nos negócios dos Rothschilds tinham que ser ocupadas por homens da família".[...] "Os Rothschild eram agora tão influentes que Amschel Mayer Rothschild disse em 1838: “Permitam-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação, que não me importo com quem faz suas leis”.
Para conhecer mais sobre a Casa Rotschild, veja AQUI.


Sobre a maçonaria, diz-nos Hagger:
"A Maçonaria Sionista Rosacruciana era deísta, o que muitos maçons entendiam como luciferiana. A Maçonaria Templária era ateísta. Os Illuminati eram uma mescla das duas tradições e alguns Illuminati eram ao mesmo tempo deístas e ateístas. (Para Weishaupt, o Ser Supremo era Lúcifer – ou Satã – e o deísmo de Robespierre revelava a influência que Weishaupt teve sobre ele no início da carreira.) ".
Porém, o grande "soco no estômago" do leitor, é saber que afinal de contas, o Comunismo (ou Socialismo moderno, também chamado de 'progressismo') nasceu da palavra "Socialismo", inventada por Robert Owen e que surgiu em 1830, na França... onde o Grande Oriente (dos Templários) fundou uma tal "Liga dos Justos" (olha a ironia do nome!), em 1835. Mais tarde, os socialistas radicais formaram "comunas" e mudaram o nome da Liga dos Justos para 'Liga Comunista' (mais adequado, suponho). E, continuando com as interessantes surpresas dos movimentos revolucionários, em 1814 o porta-voz da Liga Comunista era um judeu alemão e maçom (que renegou suas origens judaicas por seu ateu), chamado Levi Mordechai. Que depois mudou de nome, passando a se chamar Karl Marx.

Marx, pai do comunismo, estudou nas universidades de Bonn e Berlim, leu livros de Weishaupt e financiado pelos Rotschilds, que lhe "encomendaram alguns trabalhos", ele se pôs a escrever o maravilhoso "Manifesto Comunista", em 1847 e "O Capital", em 1860. Tudo isso -- vejam só -- tudo entrelaçado: Os Illuminati satanistas, tais como Weishaupt e Clinton Roosevelt, deram a Marx toda a inspiração que ele precisava para escrever suas obras-primas. Além disso, o comunismo (tal como se apresentou na cachola de Marx), nasceu das ideias iluministas, na França dos 'grandes pensadores', dos 'grandes homens'... tais como Rousseau, Mirabeau, Marat, Robespierre... Sobre a Revolução Francesa, fala Hagger:
"O que fica na lembrança depois de um exame da dinâmica revolucionária da Revolução Francesa é o idealismo de algumas figuras – Robespierre e Saint-Just queriam um Socialismo de Estado, Virtude e Razão – e a sensação de que o plano deu terrivelmente errado. Trezentas mil mortes, a guilhotina funcionando sem parar, filas de pessoas aterrorizadas esperando sua vez depois de julgamentos apressados (se tivessem sorte) e um plano para matar cerca de 15 milhões de cidadãos franceses como forma de garantir alimento e emprego – essa não é uma forma defensável de alcançar a utopia. (Foram mentes aristocráticas e profissionais que tomaram tais decisões. Não foi a multidão de Paris que criou a Revolução Francesa, mas os aristocratas e os profissionais burgueses: o bem-nascido Duque de Orléans e o Conde de Mirabeau, o médico Marat e o advogado Robespierre.) "
Ainda sobre Marx:
"Marx era luciferiano, como Weishaupt. Por volta de 1840, entrou para a igreja satanista em Berlim, dirigida por discípulos de Joanna Southcott (morta em 1814), que dizia ter contato com o demônio Shiloh e considerava a religião cristã “a mais imoral de todas as religiões”. Estudou economia em Paris, onde aprendeu muito sobre o Comunismo francês, tornando-se revolucionário e comunista. Apesar de judeu, escreveu Um Mundo Sem Judeus". [...] Em 1848, ele escreveu: “A guerra mundial iminente fará que não apenas classes e dinastias reacionárias desapareçam da face da terra, mas também povos reacionários inteiros.” 
O grade ápice das revoluções foi a Revolução Soviética, através do maçom bolchevique Lênin (do Grande Oriente), e de Stálin, rosa-cruz martinista, de uma organização secreta chamada Martinez Paschalis. Ao final da Revolução, Lenin havia matado cem vezes mais que a Revolução Francesa. 

Iosif Visarionovich Dzhugashvili ou Stálin (nome que adotou depois), seguidor de Lênin, entrou para um seminário quando jovem, mas foi expulso porque promovia badernas e incentivava atividades revolucionárias; o mesmo aconteceu quando tentou se empregar como escriturário, mas só conseguia promover greves. Foi preso sete vezes por assaltar bancos, a fim de conseguir dinheiro para financiar os bolcheviques. Uma vida nobilíssima! 


Sobre Stálin:
"Em 1928, Stálin já tinha poder para impor o governo de um só homem ao Partido Comunista – exatamente o que Lênin temia. Era o líder inquestionável do Partido Comunista e, visando ao desenvolvimento econômico, impingia o controle do Partido a todos os aspectos da vida diária. Distanciou-se também de antigos companheiros, com quem tinha dividido a liderança durante a desacreditada Nova Política Econômica. Sua virada à esquerda foi contestada por Bukharin (editor do Pravda), por Rykov (presidente do Conselho dos Comissários do Povo) e por Tomsky (presidente dos sindicatos), que foram destituídos de seus postos em 1920 e 1930. Em 1929, houve um expurgo de intelectuais em todos os campos das artes e das ciências, e outro expurgo do partido, semelhante ao de 1921. A própria mulher de Stálin criticava com amargura esses expurgos e acabou cometendo suicídio em 1932, num ato de contestação. [...] Conhecemos a rede de campos de concentração e trabalhos forçados, o Arquipélago Gulag, através dos escritos de uma de suas vítimas, Aleksandr Solzhenitsyn. É provável que Stálin seja responsável por matar pelo menos 40 milhões de pessoas durante sua ditadura de um só homem. (48 milhões de soviéticos foram mortos na Segunda Guerra Mundial e muitas dessas mortes podem ser atribuídas a Stálin.) A ditadura do proletariado de Lênin tinha se transformado na ditadura tirânica de um só homem".

Para resumir o livro de Nicholas Hagger, compreendemos que TODAS as revoluções se originaram de UMA ÚNICA, ou são parte da MESMA: A revolução criada e alimentada por uma ordem secreta (ou várias, derivadas de uma grande e inicial), que tem como meta suprimir todas as religiões, principalmente O CRISTIANISMO e criar um ÚNICO GOVERNO MUNDIAL. Outra meta: adoração a Lúcifer:



"Todas as nossas revoluções pretendiam introduzir o governo mundial de Lúcifer como metáfora e como realidade, em cuja vontade invisível acreditam". -- Nicholas Hagger.

Finalmente posso dizer: O livro de Hagger é extremamente importante, contem dados importantíssimos sobre as dinâmicas das revoluções e uma extensa bibliografia. Vale muito a pena adquiri-lo.


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2 comentários:

Che Guavira disse...

Pois é, Jossi. É assim que a coisa é.
Leias Os protocolos dos sábios do Sião
Tá tudo ali

Jossi disse...

Olá, amigo! Já tentei ler, mas após alguma pesquisa fiquei sabendo que 'Os Protocolos' podem ter sido uma criação de grupos antissemitas... São tantas as coisas, os mistérios, os segredinhos deste mundo! Só com muita paciência e estudo a gente acaba entendendo. ;)