Franck Thilliez - Gataca


Franck Thilliez, Gataca... um vírus? Uma doença? Uma ilusão do ser humano?

O cadáver de uma jovem cientista descoberto na jaula de um centro de estudos de primatas, provavelmente espancado por um chimpanzé. Os restos mortais de uma família de neandertais, assassinada por um primitivo homem de Cro-Magnon, achados no topo de uma montanha nos Alpes. O assassino de crianças Gregory Carnot encontrado morto em sua cela, na cadeia. Um ginecologista especializado em genética selvagemente assassinado dentro de casa. Que elo invisível une esses crimes atrozes, cometidos com trinta mil anos de diferença? Os policiais Lucie Henebelle e Franck Sharko se lançam numa investigação em conjunto. Destroçados pelas terríveis experiências que compartilharam, devorados e estimulados pelo ódio, Lucie e Sharko seguem a trilha da Evolução das espécies, num suspense arrebatador que os conduzirá às origens do Mal. 

O QUE ACHEI:
Impressionada com o livro anterior e, por que não dizer, um pouco assustada também, eu queria saber o resto da história... Lucie Henebelle e Frank Sharko, uma dupla de policiais que, unida por um destino similar de tragédia e dor, parece estar chegando a um destino melhor.

Mera ilusão. O que acontece no livro anterior é o prelúdio de mais dor e tristeza na vida desses dois e mais uma vez, o destino parece lhes dar uma rasteira.

Quando o relacionamento deles parece que está a um passo da felicidade e do consolo mútuo, acontece outra tragédia...

Aqui termina o livro "Síndrome E". E começa "Gataca", já de cara trazendo aos leitores uma lufada de ar trágico, triste e deprimente. Porém, ao contrário do que possa parecer, isso não afasta o leitor. É um imã, pois nos instiga a curiosidade: O que vai acontecer agora com Lucie, após tanta dor e tragédia? E Sharko, vai sarar de sua doença mental (ele é esquizofrênico) e encontrar um pouco de paz? Mas... por quê recomeçam as lutas de ambos contra essa vida horrível, que parece ser a de policial, sempre correndo atrás de monstros psicopatas e sem tempo para si mesmos?

A trama é muito, muito intrincada, mas o leitor não vai se sentir desconfortável: Mesmo com todas as novidades científicas apresentadas por Thilliez (e, segundo ele, são em grande parte reais), a gente entende facilmente toda essa coisa de genética, síndromes, evolução, paleoantropologia, etc.

O casal Lucie e Franck irão investigar outros assassínios, desta vez envolvendo psicopatas de um passado remoto (pré-história, com um Cro-Magnon e uma família de Neandertais) e de hoje em dia, e embora separados, eles continuam a se encontrar, vez ou outra.

Lucie vai fundo na sua investigação, sempre apoiada de longe por Franck e... chegarão ao âmago da questão...

Um suspense total, do início ao fim, que não deixa o leitor largar o livro! Adorei esse novo autor de suspense médico-científico-policial. Nota 10!


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