Franck Thilliez - A Síndrome E


A Síndrome E - Franck Sharko - Livro 1 - Franck Thilliez

Um estranho caso vem atrapalhar as férias de verão de Lucie Hennebelle, tenente de polícia em Lille. Seu ex-namorado ficou cego depois de assistir a um filme mudo, anônimo, com um roteiro enigmático, concebido por uma mente doentia. Simultaneamente, o comissário Franck Sharko, veterano da Divisão de Homicídios e analista comportamental na Divisão de Repressão à Violência, passa por um tratamento na tentativa de curar a esquizofrenia. No norte da França, cinco cadáveres não identificados foram encontrados sepultados a dois metros de profundidade mutilados de maneira atroz e em estado de decomposição avançada e Sharko cede ao chamado da aventura. Enquanto Lucie descobre os horrores escondidos no estranho filme, um misterioso informante do Canadá aponta-lhe o elo entre aquele rolo e os cinco cadáveres. Um único e mesmo caso, graças ao qual Lucie e Sharko, tão diferentes e ao mesmo tempo tão próximos em sua concepção do ofício, irão se encontrar. Das favelas do Cairo aos orfanatos do Canadá nos anos 1950, os dois colegas irão se deparar com um mal desconhecido, batizado como “síndrome E”. Uma realidade assustadora que revela como o ser humano pode ser capaz das maiores atrocidades. 

O QUE ACHEI:
Um autor francês pouco conhecido no Brasil e com uma narrativa interessante, fluída e de fácil entendimento. Apesar de alguns termos técnicos e do aparentemente confuso enredo, que mistura terror médico, espionagem, conspirações internacionais e alguns toques de melodrama, o livro é ótimo e cumpre o que promete. Um quê de similar a Dan Brown, mas um quê muito leve e uma original trama de suspense sombrio e angustiante fazem de "A Síndrome E" um livro que se lê e não mais se esquece. 
O livro conta a história de Lucie e Sharko, a primeira uma tenente de polícia de Lille. O segundo, um veterano (e esquizofrênico) policial da Divisão de Homicídios. Ou melhor, um dos casos policiais em que Lucie e Sharko trabalham e através do qual se conhecem, e que caso!

Depois que um conhecido de Lucie assiste a um velho filme dos anos 50 e fica cego (coisa estranha, não?), começam a acontecer assassínios em vários locais da França. Sharko, paralelamente, descobre assassinatos similares no Egito. Tudo levando a crer que, apesar de separados no tempo, os tais crimes podem ter sido cometidos pelas mesmas criaturas. E que tenebrosas técnicas são usadas nesses crimes!

Quando li a sinopse, pensei de imediato em mensagens subliminares e em uma especie de conspiração mundial para tornar isso uma "epidemia", mas talvez... talvez não seja isso. É só você lendo para comprovar, analisar, pensar a respeito. 



Independente da trama, começo, meio e fim do enredo literário, alguns fatos narrados foram tirados da realidade pelo autor. O livro é sobretudo um grito de alerta: Tomemos cuidados com as mensagens subliminares embutidas em imagens, filmes, jogos, revistas. Sobretudo, imagens de filmes e jogos violentos.

"Lucie voltou às suas gêmeas, sentadas numa piscininha cavada na areia. Advertira-as para que não saíssem de perto dela, a praia estava apinhada. As meninas brincavam a poucos metros, rindo. Um balde, uma pazinha, a felicidade... Fim dos video games, Lucie livrara-se de todos os consoles.

Queria preservar ao máximo suas filhas do mundo da imagem, de sua violência intrínseca, de seu efeito nefasto sobre o espírito. Voltar às coisas mais simples, aos velhos brinquedos de madeira ou plástico, às atividades manuais, ao recorte. Tudo se perdia muito rápido com o avanço da tecnologia. No fundo, Quinat tinha razão: para onde corria o mundo?"


E é essa minha reflexão, após a leitura. 
O livro é muito bom: Boa trama, bom desenvolvimento, uma ideia original do autor sobre a "síndrome". narrativa leve. A temática é forte, as descrições dos crimes, brutais e nauseantes. Para que não tiver bom estômago e sangue frio, é melhor evitar. No todo, um livro que não fica devendo nada aos melhores do gênero.


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