Robin Cook - Cérebro



Cérebro, uma aventura no mundo dos neurônios e dos médicos loucos...

Uma jovem chega ao Centro Médico da Universidade Hobson para apanhar seus registros médicos e nunca mais é vista...
Inexplicavelmente, outra jovem agoniza e tem uma morte horrível durante uma operação no cérebro sob anestesia local...
Oculto no fundo de uma gaveta no necrotério do hospital acha-se um cadáver de mulher cujos órgãos estão intactos, mas ao qual falta o cérebro, que está desaparecido.
Quando o Assistente-Chefe de Neuro-radiologia Martin Philips e Denise Sanger, linda e jovem médico-residente que é sua amante, se veêm tolhidos em sua pesquisa por esses estranhos eventos, as investigações que eles estão fazendo são surpreendentemente suspensas pelas autoridades.
Ao persistirem em continuar as pesquisas, são envolvidas num verdadeiro turbilhão de acontecimentos, tendo com eles um segredo muito mais terrível do que suas mais pavorosas fantasias - segredo que transformará Philips num fugitivo e Denise numa impotente cativa de uma conspiração que exige dela muito mais que sua própria vida.

O QUE ACHEI:
Eu simplesmente AMO os suspenses médicos de Robin Cook! É claro, em alguns livros ele se supera, e em outros, bem... deixa muito a desejar. Mas a maioria dos que li, eu adorei.


Já deixei alguns de lado, como "Cego" (que quase não tem suspense médico nem ficção-biológica, como eu diria), embora ainda tente persistir mais um pouco na leitura... e não consegui ir muito avante em Cromossomo 6, que achei cansativo. Mas "Cérebro", "Toxina", "A Invasão" e "Mutação" são, de longe, os melhores! Empolgam, prendem o leitor, que vicia naquele reboliço todo, no dia-a-dia do médico-mocinho e rói as unhas, com medo e com raiva dos vilões. Sem falar no terror total, quando o clímax se aproxima.

Esse livro conta a história de Martin Phillips, um neuro-radiologista que, junto com um amigo expert em computação, está tentando aperfeiçoar o projeto de ambos. Este projeto é o uso dos computadores (o livro foi escrito por volta dos anos 80, mas ainda assim tem um tom atual) no diagnóstico de doenças neurológicas.

Mas o ponto alto são os casos de jovens universitárias que, por um acaso, irão à clínica ginecológica - um lugar assustador, frio, impessoal, que dá arrepios nas leitoras - e acabam por desenvolver, tempos depois, a mesma doença neurológica (diagnosticada, provisoriamente, como esclerose múltipla). Isso vai ficar evidente lá pelo meio do livro.


Phillips, que de início preocupado apenas com sua carreira, acabará topando com vários pequenos incidentes, ao procurar radiografar a cabeça de uma das pacientes operadas no hospital... o cirurgião, um homem prepotente e vaidoso, o enxotará da sala de cirurgia, mesmo quando Phillips tenta alertá-lo para uma estranha variação que ele notou na radiografia da paciente.

Depois, ele fica sabendo que a jovem (coitada!) morreu durante a operação. E quando, ainda teimoso, procura o cadáver no necrotério, descobre que o cérebro dela tinha sido removido!

Esse fato não seria tão estranho assim, não fossem outros casos que Phillips vai descobrindo, ao longo dos dias.

O suspense aumenta de intensidade, à medida que lemos sobre o dia a dia do radiologista, sua atividade louca - ele parece incansável na busca de pistas para o que lhe surge como um enigma desafiador.


Só que, quanto mais ele fuça, no hospital, no necrotério, nos prontuários, atrás de pessoas que considera esquisitas, mais emaranhada vai se tornando a trama. E mais ele se enrola em problemas, já que começará a chamar a atenção de muita gente que o quer longe do problema dos "cérebros"...

O ápice da narrativa é nas últimas páginas: Uma fuga desenfreada, uma busca louca, pessoas suspeitas, mistérios que parecem não fazer nenhum sentido, até que...

O mistério se revelará, de uma maneira incrível e muito bem estruturada. Um terror em altíssimos níveis. A trama se revelará para o coitado do Phillips de uma maneira inimaginável, e para nós leitores, idem.

Esta resenha é de uma releitura. A primeira vez em que  o li, há uns dez anos, fiquei tão assustada e fascinada, que virei fã número 1 dos suspenses de R. Cook. E jamais, em hipótese alguma, nem para meu pior inimigo, eu desejaria que ocorresse o que ocorreu para aquelas pobres moças, que foram ao ginecologista.

Nota 20!

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