Helen Arvonen - A Suspeita


Resenha do livro "A Suspeita", de Helen Arvonen

Sua ida ao Canadá, que marcaria o reecontro com seu pai, seria marcada pela tragédia. Seu pai estava morto, talvez assassinado, e ela, ameaçada e cercada pelos possíveis assassinos.

O QUE ACHEI:

Título original: Rickshaw Bend
Ano : 1976
Coleção: Romances Rebeca, gótico.
Edições de Ouro (atual Ediouro).

Um livro muito bom, com um enredo em que tudo "o que parece, não é". Exatamente como nas tramas de Agatha Christie, o leitor irá se perder e se surpreender, se começar a tomar ao pé da letra tudo o que a protagonista, Sarabelle Orrick, disser. 

Foi uma leitura rápida, porque quando se começa a ler, não se consegue parar até que, pelo menos alguns dos principais mistérios, sejam resolvidos.

No início, Sarabelle chega a ser irritantemente "preconceituosa", a ponto de concordar com a tia, Germaine, de que "os bons ingleses, de boa família" se esquivavam de olhar os criados e os indígenas como "iguais". Afinal, trechos assim abundam pelo livro inteiro! Ela fala, inclusive, mal dos franceses, apesar de um dos personagens, Bartolomeu, sobrinho de Germaine, ser "um cavalheiro", como ela diz.

Sarabelle: Uma heroína tipicamente gótica, perdida entre as sombrias florestas do Canadá...

Mas, como eu disse de início, nesse livro,  tudo o que parece ser, não é... então... Chegando ao final da história, percebemos que a autora não estava sendo preconceituosa, mas sim colocando esse "defeito" em Sarabelle, para que ela se redimisse no final.


O livro é bacana, um enredo com suspense e personagens que, somente no final, mostram suas verdadeiras faces. O livro é bem leve (como é de se esperar de um romance tipo banca), mas o enredo não fica nada a dever às melhores obras de mistério, tendo ainda o "bônus" de ter o toque essencial de romantismo... e um amor à velha moda. Ou seja, um romance de amor com todos os ingredientes para agradar gregas e troianas.

Posso dizer que gostei de Sarabelle, apesar da sua "xenofobia" inicial, e que o romance foi surpreendente.
Nota 10!
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2 comentários:

Arismeire Kümmer Silva disse...

Apesar de não ter detestado este não é um dos meus favoritos. Mesmo com a "redenção" da mocinha, achei ela muito chata, hehehehehe.
Bj, Aris.

Amor e Livros disse...

Ela é, sim, Aris... confesso que, no começo do livro, cheguei a ter vontade de atirar o livro longe, ao ler trechos de um racismo inadmissível nos tempos atuais... pensar que, há 30 ou 40 anos atrás os autores punham tais ideias dentro dos seus livros, pregando a superioridade da raça "anglo-americana" ou seja, a branca, de origem inglesa... e falando mal até dos franceses (que também são europeus)... Imagine o que não falariam de nós, sul-americanos, que somos uma salada mista de raças (ainda bem, graças a isso o povo brasileiro tem traços físicos bem variados e harmoniosos)...
Mas pondo de parte isso, o resto da trama até que é legalzinha. Mas gosto é gosto, rs.
:)