Tess Gerritsen - Corrente sanguínea



Corrente Sanguínea - Tess Gerritsen

Claire Elliot, uma médica de renome em Baltimore, acabou de perder o marido, e sente que o filho adolescente está assustado e traumatizado pela morte do pai. Para afastá-lo das más companhias e da violência, Claire escolhe uma pequena cidade como refúgio: Tranquility, às margens do lago Locust. Tudo parece bem até que os primeiros sinais do inverno surgem, e com eles, uma tragédia: um jovem, um de seus primeiros pacientes em Tranquility, é dominado pelo ódio e tenta assassinar a família inteira. A cidade tenta pôr a culpa do repentino ato violento no tratamento administrado pela médica recém-chegada, mas Claire desconfia de que haja algo suspeito por trás desse acontecimento sinistro. Seus pressentimentos são confirmados quando surgem outros casos de violência, e suas incansáveis pesquisas mostram que não é a primeira vez que tais surtos acontecem no local: adolescentes ferindo seus pais, irmãos e amigos... Uma vez a cada 50 anos, a cidade é tomada por ondas de crimes assustadores. Embora os rumores apontem atividades macabras e bruxaria como possíveis causas desse fenômeno, Claire começa a suspeitar de que a violência seja fruto de uma epidemia, transmitida por uma substância não identificada, passando de criança a criança, infectando seus cérebros e deixando-as fora de controle. Claire precisará pesquisar a fundo a causa dos ataques, com a ajuda do chefe de polícia, de uma arqueóloga interessada nos antigos casos de violência na cidade e da única moradora que não tem medo de falar sobre o passado trágico de Tranquility. Mas, quando menos espera, ela se depara com uma ameaça ainda pior. O tempo está contra a médica: não só toda a cidade pode estar em perigo, como seu filho parece cada vez mais distante e inquieto...

O QUE ACHEI:
 Não conhecia ainda essa autora - excelente no suspense, por sinal - e gostei do estilo rápido, ágil e bem desenvolvido de sua narrativa.
O tema já é meu conhecido, dos livros do Dr. Robin Cook e Michael Palmer, o suspense médico. Exatamente como o primeiro, Tess Gerritsen desenvolve uma narrativa de ação médica, mas intercalada com momentos de ação policial e, melhor que tudo: suspense. Aquilo que nos deixa tensos e nos faz esquecer momentaneamente de nossos próprios problemas, para mergulhar num mundo diferente, pensando e agindo com a personalidade de outras pessoas.


Gostei bastante da ação e do desenrolar desta trama, em que uma mulher (aproximadamente da minha idade, daí vindo uma certa identificação), médica, viúva e mãe de um adolescente, vai morar em uma cidadezinha do Maine, Tranquility. Não poderia haver um nome menos adequado aquela estranhíssima cidade do interior.

Claire Elliot vai se deparar com um quadro de loucura, terror, crimes hediondos, em que os algozes são todos... rapazes, entre 13 e 17 anos. Todos adolescents.

De início, praticamente ninguém da cidade vai pensar em doença ou infecção, apenas uma palavra parece estar estampada na testa de todos ali: maldade. E Claire, uma médica sensível e mãe zelosa, vai se preocupar com aqueles casos, atender alguns dos meninos "tomados pela loucura" e vai começar a investigar o que estaria por trás daquilo. Sim, porque a Dra. Claire, diferente dos demais habitantes da cidadezinha, não acredita em bruxaria, feitiços, urucubacas ou simplesmente "maldade genética", já que os tais criminosos nunca tinham mostrado nenhum sinal de psicopatologia antes.

O próprio filho de Claire, Noah, a certa altura vai mostrar os mesmos sintomas dos outros rapazes. Ou seja, vai se mostrar estranho, agressivo, irritável...

Uma trama cheia de reviravoltas, o leitor chegará a pensar até em seres do espaço, quando ela menciona "luminescência verde" nas águas do lago. Porém... não, não se trata disso também.



E o tempo todo há uma dose forte de ação e suspense, que fará com que o leitor corra com a leitura, até os finalmentes.

Como outros skoobers citaram, não achei que o final foi muito convincente. Houve uma nítida pressa na autora, para concluir a trama, o que se nota pelo seguinte motivo: Porque resumir tanto o final, quando durante o livro todo a autora se esmerou em detalhar tudo, até o que não era importante? O livro inteiro é cheio de detalhes (embora não cansativos), em que ela explica sobre as vidas pessoais dos moradores, do xerife Lincoln (que será alguém importante na vida emocional de Claire), as experiências científicas do biólogo Max e até os procedimentos médicos... Mas no final, tudo fica resumidíssimo em poucas linhas. Nada de falar sobre os destinos de certos personagens vilões, nem dos destinos futuros de Claire, Lincoln e Noah. Fica apenas uma insinuação no ar, nada mais.

O livro, no total, é ótimo. Exceto pelo final, como já disse, mas vale a pena ser lido!


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