Edgar Allan Poe - O escaravelho de ouro [resenha do conto]

O Escaravelho de Ouro - resumo rápido
O protagonista do conto (cujo nome não é mencionado) tem um amigo, William Legrand, que mora sozinho - acompanhado apenas de seu fiel servo, o negro Júpiter, na ilha Sullivan. Juntos, os três personagens viverão uma aventura curiosa, atrás de um suposto tesouro, cujas evidências são trazidas à tona pelo surgimento de um besouro dourado.

O QUE ACHEI: 
Como eu disse no resumo, William Legrand vive sozinho na ilha Sullivan, um lugar meio desértico, na Carolina do Sul. O protagonista gosta de Legrand, embora o considere meio excêntrico (e por vezes, meio maluco), e sempre que pode vai visitá-lo. Numa dessas visitas, ele veio a conhecer a nova descoberta do amigo: Uma especime dourada de escaravelho.


Legrand parece, aos olhos do narrador, muito excitado, e o desenho que faz do bicho, num pedaço de papel velho, surge mais como o delineado de uma caveira (crânio) que de um escaravelho.

Mais tarde, em uma nova visita, o narrador vai se convencendo, pouco a pouco, de que o amigo está obcecado com a história do tal "escaravelho de ouro" (como diz Júpiter) e que sua mente anda mal... Como se ele estivesse à beira de um ataque de nervos.

Entrementes, concorda em acompanhar Legrand numa pequena expedição a determinado ponto da ilha, onde ele vai investigar o ponto onde julga (sabe-se lá por que) haver um tesouro enterrado...

O negro Júpiter, tanto quanto o narrador, acredita que seu sinhozinho está doido.

O curioso no conto, é justo isso: O fato de que Legrand, em momento algum, dá explicação plausível para seus atos doidos. E mesmo assim, o narrador e Júpiter o acompanham, concordando em suas ações aparentemente sem nexo.



Júpiter sobe em uma determinada árvore, encontra determinada coisa, faz isso, faz aquilo, e...

A certa altura, porém, a mente brilhante de Legrand irá mostrar aos dois céticos (Júpiter e seu amigo) que ele estivera certo o tempo todo... Mas sem spoilers, para que você, leitor, não perca o melhor.

Um conto bem estruturado do mestre do suspense e do gótico, Edgar Allan Poe, no qual ele põe em ação toda a sua criativa destreza mental, criando situações aparentemente insolúveis, com pistas enigmáticas e ridículas ao mesmo tempo, mas que levam a um desfecho inesperado e genial.

Nota dez!

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2 comentários:

Daniel Vidigal disse...

Depois de muitos anos estou de volta interessado em Poe.

Jossi disse...

Poe tem contos para todos os gostos, não é? Eu tenho preferência por esse aqui - bem mais no feitio de romance policial - do que aos de terror macabro, como o "O Gato Preto", p. ex.