Nate Kenyon - Diablo III - A Ordem


                                     
                                     Um livro viciante e... aterrorizante!


Título Original
: Diablo III: The order
Tradutor: Elton Mesquita, Rodrigo Santos e Edmo Suassuna
Gênero:     Jovem Adulto
Páginas:     350
Editora:     Galera Record
Deckard Cain é o último dos Horadrim. Último sobrevivente da misteriosa e lendária ordem. Invocado pelo arcanjo Tyrael, a ele é confiada a sagrada missão de caçar e aniquilar os três Males Supremos — Diablo, o Senhor do Medo; Mefisto, o Senhor do Ódio; e Baal, o Senhor da Destruição. Mas isso aconteceu muitos anos antes. Com o passar das décadas, o poder dos Horadrim diminuiu e eles caíram na obscuridade. Toda sua história, artefatos, táticas e sabedoria estão nas mãos de um único homem.

Um homem preocupado... Sussurros malignos assomam no horizonte. Contos de um antigo mal enchem o ar. Rumores de uma invasão demoníaca anunciam um conflito que promete rasgar a terra. Em meio à crescente ameaça, Deckard descobre algo surpreendente. Uma informação que pode salvar — ou arruinar para sempre — o mundo mortal: ele não é o único Horadrim. Existem mais. Agora ele precisa encontrar seus irmãos e entender por que eles se escondem.

Enquanto busca os integrantes perdidos de sua ordem, Deckard acaba forjando uma aliança improvável. Léa, uma menina de apenas 8 anos, temida por carregar uma maldição diabólica, pode ser a única esperança para impedir o caos. Mas qual é o seu segredo? Como está relacionado à Profecia do Fim dos Dias?

E se existem mesmo outros Horadrim, serão capazes de se unir e lutar contra a aniquilação e o esquecimento? Essas são as questões que norteiam a busca de Deckard. Perguntas que precisa responder... antes que seja tarde demais.

O QUE ACHEI:
Uau! Eu, que sempre fui viciada nos joguinhos da Blizzard, os jogos "Diablo",  (I e II, ainda não experimentei o III, mas estou ansiosa...), fiquei simplesmente grudada ao livro de Nate Kenyon! Não, para quem não conhece os jogos Diablo, não pensem que se trata de um "livrinho para gamers" e nerds aloprados, que fala apenas superficialmente dos personagens, contando uma historinha fantasiosa e exagerada. Em absoluto! O escritor tem uma mão excelente para narrações sombrias, com suspense e muita ação sobrenatural!


Primeiro, algumas palavras sobre os jogos:
Fiquei tão empolgada quando, há uns dez anos, comprei o primeiro joguinho, Diablo I. Como adoro histórias sombrias e em estilo gótico, com um suspense de tirar o fôlego e passagens com criaturas e cenários assustadores, claro que adorei o jogo... Apesar de os gráficos serem muito inferiores aos de hoje, eu gostei demais do cenário medieval, do vilarejo perdido com seus moradores simpáticos e assustados e com os heróis bonitinhos e corajosos. Porém, o perigo que se escondia dentro da catedral era o mais fascinante de tudo... quando "encarnei" o filho do rei como jogadora, não sosseguei até chegar ao fim! E... descobrir que o Diablo, infelizmente, não morrera através do heroi.

E veio Diablo II. Aqui, o velho Deckard Cain, um sábio e simpático velhinho que no primeiro jogo auxiliava o heroi, aqui vai desempenhar um papel ainda mais importante: Ele será resgatado pelo(s) heroi(s), e como recompensa para este(s), vai auxiliá-lo(s) durante todo o jogo. Neste jogo, eu "encarnei" dois personagens-herois: Primeiro joguei como o Druida (mago-metamorfo que invocava as forças da natureza e tinha auxílio de lobos, ursos, etc.); depois encarnei a Amazona, uma guerreira forte e bonitona. :)


 
Mas voltemos ao livro.
Com essa pequena introdução à resenha do livro, quis apenas mostrar em rápidas pinceladas como a história de Diablo e seus irmãos, Mefisto e Baal, nos jogos era bem diferente do livro. Caricata, simplista, apesar de trazer alguns calafrios em jogadores muito jovens... Eu só tive medo quando fui enfrentar o próprio D., no Infernão! Daí eu suei frio, rs.

Mesmo assim, os jogos trazem boas animações 3d, com trechos da história do Errante Sombrio (uma manifestação diabólica remanescente de Diablo I, talvez o príncipe que fora possuído pelo demo), e a visão daqueles cenários, sombrios, desérticos, abandonados, povoados por corvos, urubus, e coisas horríveis do tipo, nos enche de medo.

Aqui, no livro, Nate Kenyon traz alguns flashbacks, em pequenos trechos do livro, que vão contando tanto o passado de Deckard Cain, como da cidade de Tristam, onde ele nasceu. Mas a história toda é muito profunda, muito bem escrita e muito bem conduzida.

Os cenários que ele vai descrever nos enchem a alma de medo e desolação, como se estivéssemos lá dentro do livro, vendo com os olhos tristes e sábios de Deckard todos os horrores passados e presentes.

Deckard é um velho sábio, o último dos Horadrim, mas só conseguirá aceitar essa verdade muito, muito tempo após a morte de sua mãe (que lhe falara incessantemente sobre seus ancestrais e sua guerra contra demônios). Deckard era um rapazinho orgulhoso, firme em suas opiniões e muito, muito materialista. Nunca acreditaria em demônios, até... até os acontecimentos em Tristam e a chegada de Diablo e seus irmãos malditos.

Agora, já velho, ele está sozinho no mundo, e precisará descobrir se existem mesmo outros Horadrim. Ele sabe que o Mal se aproxima novamente, não da velha Tristam, que já fora destruída, mas do resto do mundo, e este Mal é bem pior, muito superior aos anteriores Mefisto, Diablo e Baal. Este é Belial, o senhor das mentiras.

Ele precisa encetar uma jornada dificílima através de um mundo já meio decaído e corrompido. Ele pressente o mal em cada rua suja das cidades que percorre, nas pessoas esfarrapadas e cadavéricas, no ar e no céu escuro... é como se a natureza toda se rebelasse e os deuses estivessem ausentes, ou se esquecidos. A narrativa de Kenyon é excelente, você é transportado lá para dentro!

O melhor, porém, está por vir. Quando ele vai visitar Gillian (uma personagem do primeiro jogo) e conhece a pequena Léa, sabe que ela é uma pessoa especial e tem consigo um poder inimaginavel!

Junto com a meninazinha - por quem sentimos uma simpatia instantânea, por ser ela triste, sozinha e perseguida por outras crianças, que a consideram uma "aberração" e pelo monge Mikulov - um monge guerreiro que vai encarar o 'segundo' heroi da história.

Eis uma descrição da cidade de Kurast:

"A  área  em  que  entraram  parecia  deserta.  Corvos  revoavam  e  gralhavam  sobre  os  três enquanto eles caminhavam pela estrada ampla, passando pelos portões abertos da cidade.
Carregados pela brisa, pergaminhos esvoaçavam pelas ruas, e o cheiro do charco perto das docas  impregnava-lhes  as  roupas,  além  de  odores  ainda  mais  repugnantes  e  difíceis  de identificar.
O antigo centro de poder de Santuário, ápice da erudição e da cultura, reduzido a isto: uma cidade fantasma repleta de mendigos e ladrões. A tragédia daquilo tudo quase levou Deckard Cain a cair de joelhos. Ele foi catapultado ao passado, ao dia em que chegou ali atrás dos  companheiros,  perseguindo  o  Errante  Sombrio. A  cidade  estava  sitiada  e  as  pessoas fugiam  para  se  salvar.  Os  heróis  encontraram  as  últimas  pessoas  nas  docas,  partindo
apressadas,  com  os  pertences  amarrados  em  trouxas:  homens,  mulheres  e  crianças  com expressões perturbadas, marcados para sempre pelo que haviam visto.
O alerta de Kulloom sobre Kurast veio-lhe mais uma vez à mente, como um sussurro na brisa: O povo de lá tomará o que puder de você e o deixará para morrer na sarjeta. E ainda há outras coisas... Coisas que não serão tão gentis."

Enfim, é um ótimo livro. Mesmo se você nunca jogou Diablo, mas gosta de climas de suspense e um horror mais ou menos mórbido, vai apreciar a narrativa de Nate Kenyon.

E se prepare para enfrentar os demos (demônios), pois eles vão aparecer em muitas partes, nojentos, sanguinários, horríveis. Não é uma leitura para jovens menores de 18 anos! Atentem bem... é para "jovens adultos", ou seja, maiores de 18. Crianças e adolescentes, fiquem longe, ou poderão ter muitos pesadelos com coisas... não muito gentis.

Aqui, o vídeo de abertura do jogo III. Obs.: No jogo, Léa já é uma moça, tanto que é essa a imagem dela que se vê no vídeo.





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4 comentários:

Arismeire Kümmer Silva disse...

Sério que você gosta de jogos?!
Eu amo, especialmente para o play 2 e 3 dos lego. Joguei alguns de terror e meu favorito é Fatal Frame...muuuuiiito assustador :-D
Nunca joguei Diablo, mas conheço e sempre fui curiosa em relação a ele.

Arismeire Kümmer Silva disse...

Sério que você gosta de jogos?!
Eu amo, especialmente para o play 2 e 3 dos lego. Joguei alguns de terror e meu favorito é Fatal Frame...muuuuiiito assustador :-D
Nunca joguei Diablo, mas conheço e sempre fui curiosa em relação a ele.

Amor e Livros disse...

Oi, Aris!
Sim, eu gosto. Mas nada de jogos de carros, lutas, bandidos x polícia, ficção científica ou coisas assim. Meu filho conhece tudo isso e adora todos esses gêneros, rs. Mas eu só gosto mesmo dos jogos da Blizzard (vide Diablo) e dos velhos 'Ages of Empires' (da Microsoft). Joguei todos os 'Ages', até o último, 'Age of Mythology', rss... só não ando jogando ultimamente, por falta de tempo!:D

Os Ages são de estratégia, e eu adorava montar e criar cenários e pequenos imperios, depois usar a cabeça para impedir que fossem destruídos pelos inimigos.

Mas os do Diablo são realmente para dar um certo "medinho", rss... o último ainda não joguei, mas está na minha lista. Vc se sente transportada lá para dentro, e se não estiver habituada, leva vários sustos! É viciante e um passatempo ótimo para horas de lazer.
:D

Arismeire Kümmer Silva disse...

Eu quero jogar God of War, Só fiquei palpitando enquanto meu marido jogava. Quando eu terminar Lego Senhor dos Anéis vou tentar ;-)
Adoro jogos onde posso destruir tudo, hahaha. Dizem que eu personifico o caos nestes momentos ;-)
Bj.