Elizabeth Kostova - O Historiador




Elizabeth Kostova - O Historiador - resenha
O QUE ACHEI:
Li outras resenhas sobre esse livro, e, bem... nao pude concordar com elas. Apenas em parte. Alguns reclamaram que o livro é chato ou maçante, porque se prolonga demais em descrições geo-históricas sem grande importância; outros reclamam porque a história é longa demais; outros, porque o final foi muito abrupto, e que não houve muita ação, sendo que, nesse tipo de história sobrenatural vampiresca o que mais agrada é a ação.
Em parte, até concordo: A autora é uma exímia narradora e suas descrições sobre locais históricos, cidades antigas e arquitetura medieval são perfeitas, o que entretanto não contribui muito para tornar o romance mais agradável: Ao contrário. Se ela tivesse cortado determinadas descrições, a história ganharia em ação e agilidade, e não perderia nada em conteúdo. É uma pena, pois um livro que eu leria em quatro dias, levei mais de um mês (e isso gostando muito da história).
O enredo é ótimo: Um historiador descobre vestígios de uma presença sobrenatural, quando um misterioso livro medieval, sem nada escrito e com apenas uma ilustração de dragão no meio, vai parar em suas mãos de maneira misteriosa e sem explicação.
O seu aluno - que veio a ser o pai da narradora da história e que também se tornou historiador - continuou as pesquisas do Professor Rossi, em busca da "criatura" e seu rastro de sangue e maldade.
O livro é uma coletânea de relatos, cartas, diários, bilhetes, etc., no que a autora deve ter se inspirado em "Drácula" de Stoker, que também é uma narrativa epistolar. Eu confesso não apreciar muito esse tipo de narrativa, mas sou obrigada a dizer que o livro de Kostova é bom, apesar disso. O que apenas tornou a narrativa cansativa, foi o excesso de descrições e a falta de agilidade no desenrolar dos fatos.

Se ela tivesse optado por pular certas cenas de viagem e turismo, certos detalhes dispensáveis de descrições artísticas ou de arquitetura, etc., tenho certeza, a história agradaria em cheio.

Mas no todo o livro é um dos meus favoritos (em matéria de sobrenatural). Não faltou suspense, romance (que em certos momentos nos faz quase chorar) e alguma ação.

Gostei sobretudo do romance entre Rossi e a mãe de Helen (ou Elena), que nos faz suspirar de nostalgia e tristeza pelo desenlace.



E o final não foi abrupto, como alguns disseram, apenas normal. Terminou como deveria, sem descrições sanguinolentas ou macabras. Apeans mostrando que, chegada a hora, tudo tem um fim, por mais que esse pareça longínquo ou impossível.

Eu daria nota 10, não fosse a falta de ação e o prolongamento desnecessário de certas aventuras. Assim, optei em dar a esse livro nota 8.
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