Dean Koontz - Fantasmas




Um mal antigo... a personificação do velho satanás... ou uma força natural extremamente malévola?

Título original: Phantoms

Na pequena cidade de Snowfield, Colorado, setecentas pessoas estão desaparecidas, e ninguém sabe o porquê. Os únicos sobreviventes são duas irmãs, o xerife da cidade, seu assistente e um professor especialista em epidemias antigas. Carregado com o terror e suspense que o público de todo o mundo espera de Dean Koontz, "Fantasmas' 'apresenta uma nova forma aterrorizante do mal, uma força que jaz adormecida sob a terra à séculos capaz de exterminar espécies com uma rapidez inimaginável. Agora está nas mãos desses cinco sobreviventes decifrar o mistério e destruir esse terrível inimigo sobrenatural, antes que ele elimine a humanidade da face da Terra.

O QUE ACHEI:

O livro do renomado autor Dean Koontz, de 1981, é uma obra-prima do horror, à la Stephen King. Eu diria que tem traços lovecraftianos, numa linguagem moderna e bastante assustadora.
Para os mais sensíveis, tal livro é contra-indicado. Não senti medo a princípio, e isso é o que vai nos prender à trama, que esquenta e fica perigosa muito lentamente. No começo, surge apenas um grande mistério: O que aconteceu à população de Snowfield,  a pacata e sonolenta cidadezinha procurada pelos turistas, no inverno? Uma cidade sem nada de especial, exceto a beleza natural que a cerca? Onde foi parar todo mundo?





Quando a médica, Jenny, chega lá com sua irmã de quatorze anos, essa pergunta ficou no ar, e não parecia haver resposta, em parte alguma.
Depois, começam a surgir alguns cadáveres, e a suspeita de que um psicopata estivesse à solta as deixa sobressaltadas.
A chegada do xerife Bryce e seus homens impõe mais ação à história, e o terror oculta começa a se mostrar, pouco a pouco.

O leitor começará a arrepiar-se, logo que ocorre a primeira morte entre os homens do xerife, e um suspense pesado e cheio de expectativas ruins irá tomar conta da história.

Enquanto lia, eu ia imaginando o que era a "força maligna" e, claro, o primeiro pensamento que temos, é algo bem antigo, comum nas mitologias de todas as civilizações e principalmente, nas religiões de hoje: O demônio. Tudo parece indicar isso...

E cada nova pista que surge, reforça no íntimo de alguns dos sobreviventes essa crença.

Um livro que intimida o leitor sensível, deixando-o atordoado em certos momentos, como na cena em que uma voz de criança "sai de dentro do ralo da pia da cozinha", cantando algo como "Jesus me ama, a Bíblia disse..."

O que não gostei absolutamente, é o tom debochado que o "mal" usa para intimidar as pessoas, ou seja, o uso, pelo autor, de expressões e cenas macabras, desrespeitosas e  aviltantes contra Deus, o Cristianismo e Jesus. Acho que a história poderia muito bem ser assustadora, sem essas menções horríveis contra o que nós, que temos religião, consideramos sagrado. Isso apenas deixa o texto feio, dando-nos uma má impressão geral da trama e das intenções do escritor.

Não gostei nada de algumas frases, usadas por ele quase ao final da história, quando "o mal" se comunica e diz coisas de péssimo gosto, aviltando o nome de Cristo e a Bíblia.

Fora isso, a história em si é muito boa, prende e assusta, porém não decepciona os leitores que preferem um final menos trágico, em que surgem esperanças para que o bem vença o mal. Eu sempre prefiro esses finais!


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2 comentários:

Arismeire Kümmer Silva disse...

Eu li este livro anos atrás e reli ano passado, porque ia rever o filme. Uma pena que um livro tão assustador tenha sido transformado em um filme fraquinho ;-)
Bj, Aris.

Amor e Livros disse...

Nossa, esse livro foi um dos mais alucinantes de Dean Koontz (esse e "O Guardião"). Fora esses livros, os demais que li do autor não conseguiram me prender... ou melhor, até me instigaram, mas eram muito 'indigestos', pesados, com uma dose de sadismo e crueldade (qdo ele descreve os vilões) que não consigo engolir.

Bjs e obrigada pela visita!
:)