William Landay - Em defesa de Jacob


Em Defesa de Jacob - William Landay

Jacob Barber é um garoto comum. Mas, sob a aparente normalidade, pode se esconder um assassino. Aos 14 anos, ele é acusado de matar Ben Rifkin, seu colega de escola. Por uma cruel ironia do destino, à frente do caso está o pai de Jacob, Andy Barber, promotor veterano e respeitado de uma cidade de Massachusetts, que é imediatamente afastado da investigação. Ele acreditava ter uma família perfeita e tudo isso põe por terra a fachada de normalidade de sua vida. Seu desafio torna-se descobrir se Jacob é inocente, ao mesmo tempo em que precisa encarar segredos do passado e tentar preservar seu casamento em crise.

O menino jura ser inocente, e Andy, para quem a investigação se transforma em uma prova de amor, acredita nele. Afinal, ele é seu pai. Porém, numerosos fatos e acontecimentos vêm à tona ao longo da investigação, revelando o quão pouco os pais às vezes sabem sobre os filhos. Paralelamente, o casamento de Andy começa a desmoronar, e ele é levado a outro julgamento, no qual é ao mesmo tempo juiz e réu – uma disputa interna entre lealdade e justiça, verdade e alegação, um passado que ele tenta enterrar e um futuro que parece cada vez mais indefinido.

Com doses de adrenalina e suspense psicológico, William Landay nos põe diante de um tabuleiro de xadrez literário em que cada movimento das peças revela uma história de traição e culpa, e nos convoca a pensar sobre a velocidade aterrorizante com que a vida pode sair dos trilhos.

O thriller jurídico de William Landay - que vem sendo comparado pela crítica com o mestre da literatura de tribunal Scott Turow. Estreou em quarto lugar na lista de mais vendidos do New York Times, onde permaneceu por mais de 25 semanas e já foi vendido para 19 países. Assim como Turow, Landay, vencedor de diversos prêmios com seus dois romances anteriores, tem conhecimento de causa: o autor atuou como promotor nos anos 1990, antes de se tornar escritor, e empresta sua experiência para contar a história

O QUE ACHEI:

Um livro de tirar o fôlego e solapar nossas esperanças...
Uma história que comove, instiga, assusta, nos faz refletir, refletir, refletir.


 Principalmente, para quem tem filhos adolescentes (como eu), o livro é terrivelmente instigante. Você ficará a todo momento se sentindo meio como o protagonista, Andy. Vai se sentir meio como a mãe, Laurie, temerosa, assustada, aterrorizada até. Não sei. Acho que, no lugar de Andy ou Laurie, eu teria morrido do coração, pelo puro estresse de ter de enfrentar: Não só o julgamento (que, mesmo quando se tem certeza da inocência do réu) já é duro, complicado, extenuante, mas também pela incerteza da inocência do filho. Como expressar adequadamente tudo o que uma mãe (ou pai) sentiria num caso horrível como esse? 

 Todas as incertezas se acumulando ao longo do processo judiciário, a tensão constante, os ódios e ressentimentos do povo (que olhava para Jacob como se ele fosse um monstro perverso). E, ao longo da história, novas provas irrefutáveis irão surgindo, mostrando que Jacob pode ser, sim, o assassino. E isso, mais do que o julgamento em si, é o que deixará a mãe transtornada. E se ele for absolvido, por falta de provas? Bom. Mas, e se ele for de fato, um assassino?

E depois, virá a história do "gene assassino", presente nos antepassados de Andy e a aparição de Bill Barber, o Sanguinário (como foi alcunhado), pai de Andy e avô de Jacob. São muitas coisas, muitas evidências. Seria para deixar qualquer mãe completamente pirada de desespero.

E a história toda transcorre nessa adrenalina pura... Pobre Laurie e Andy. Talvez pobre Jacob (não se pode dizer, sem spoiler, se ele é culpado ou inocente!). O livro é muito bem escrito, e apesar de todas as implicações jurídicas, todos os protocolos judiciais descritos, não é chato. Ao contrário, é pura ação e emoção! Eu recomendo para quem curte suspenses com alta tensão e adrenalina, mas advirto aos incautos: O final choca e é uma surpresa daquelas.


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