Brian James - Louras Zumbis


Editora: Galera Record
Ano: 2010
Páginas: 236 

Hannah está acostumada com as mudanças de cidade do pai. Está acostumada mas não que ela esteja feliz por essas mudanças. A cada cidade nova é o mesmo ritual para adaptação no colégio. Identificação dos grupinhos: diferenciando os excluídos dos populares. Quando Hannah chega em Maplecrest, não é difícil notar quem são as garotas populares. Lindas e louras, arrastando olhares por onde passam.

Hannah é alertada desde o ínicio por Lukas, que as garotas do “Esquadrão da Morte” não são nada normais. E que é óbvio que Hannah vai acabar se tornando uma delas. Ela não dá ouvidos a Lukas e diz que isso é fruto da imaginação dele e seus gibis de fantasia.

Até ela realmente saber a verdade. Mas será que o tempo não vai ter se esgotado?

O QUE ACHEI - resenha:

A moda agora - pós-vampiros e lobisomens - são os zumbis. Nem os anjos conseguiram fazer tanto sucesso entre as criaturas sobrenaturais. Claro, os anjos são em geral bonzinhos, e quem quer histórias com criaturas boas? Todo mundo quer é tensão, conflito e susupense, além de romance... Ou quase todo mundo.

Mas esse livro de Brian James inova o terror-sobrenatural-teen, diminuindo muito o melado romântico - vou falar com sinceridade. Romances melosos demais tiram a graça de tudo. Faz o livro de suspense virar uma lengalenga muito enjoativa. Esse aqui, entretanto, tem tudo na medida certa (para uma leitura bem superficial, claro, light e estilo sessão-da-tarde).
Página do autor com todas as suas publicações:
http://www.fantasticfiction.co.uk/j/brian-james/

Jovens loucos por zumbis (tanto guris quanto meninas) vão gostar desse livro. Ele vai agradar os guris porque quem escreve é um rapaz, mais jovem que a maioria dos autores de livros fantásticos. E as meninas, porque a história em si é narrada em primeira pessoa, por uma garota.

A jovem Hannah vai com seu pai para Maplecrest, uma cidadezinha de interior, estranha, abandonada e aparentemente sonolenta e sem graça. Quando chega na escola, porém, dá de cara com um pessoal da pesada - as loiríssima animadoras de torcida do time de futebol da escola, todas parecidíssimas, lindas e de pele translúcida.


De início, ela vai sofrer perseguição, por ser taxada de "feia, pobre, mal vestida", etc. Depois, mesmo com os conselhos do colega Lukas, que a adverte para um mal obscuro que perverte algumas pessoas da cidade, ela se deixa seduzir pelas belas garotas. E vai desejar ser como elas, bonita e popular.

Uma coisa que parece peculiar a toda história de romance teen americana: Cenários em escolas de ensino médio (high school) e "garotas populares". Confesso que isso está ficando cansativo, pois é sempre a mesma coisa, em todo livro que leio.

Nesse porém, ainda é passável, porque a narrativa de Brian James é muito rápida, leve e agradável.

O enredo tem seus defeitinhos, mais ou menos irritantes, dependendo do leitor. Alguns comentários que li citam que "o final foi ruim, porque terminou não terminando", ou seja, um final que não esclarece nada. Outros, reclamaram que o autor podia ter se aprofundado mais na questão "de onde vieram os zumbis", como surgiram, como vieram parar em Maplecrest... Mas de um modo geral, 90% dos leitores gostaram muito.

Eu também. Como livro para adolescentes, quero dizer. História leve, com um tantinho de terror, gênero "enredo de vídeo game". Mas é envolvente, porque a dosagem do suspense e a chegada do clímax são proporcionais à paciência do leitor. Ou seja... você não vai ficar exasperado, ansioso demais para chegar ao final ou irritado com muitas delongas. Ao menos, eu considerei assim.

Exceto pelo final - que foi abrupto demais - o pouco destaque para o simpático personagem Lukas e a completa irresponsabilidade do pai de Hannah, que vai viajar e deixa a filha sozinha durante dez dias (impensável para mim!), a história foi boa e bem conduzida.

Quanto ao final mal explicado, para bom entendedor meia palavra basta: O autor quis deixar um gancho para uma continuação. Ao menos, tem tudo para isso.

Nota 9,5.

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2 comentários:

Pat Kovacs disse...

Não consigo compreender onde, como e porque alguém iria gostar de zumbis! Só pode ser mesmo uma conspiração das Forças do Mal para abduzir a mente dessas pessoas!
Aqui pelo Rio há muitíssimas louras zumbis, que se zumbidificam de tanto descolorante na cabeça! E o formol que usam pra alizar as madeichas ajudaram a conservar a carne :P
Zumbis e ainda narrativa em 1ª pessoa = tô fora!

Amor e Livros disse...

Oi, Pat, kkkkkkkkk!
É, gosto é gosto, kkkkkkk. Tem os loucos por vampiros... (eu confesso que já enjoei um pouco, :p), tem os loucos por dinossauros (esses até gosto, :)), tem os loucos por terror sangurento (eca), tem os loucos por ficção científica "barra pesada" (tipo "Alien) > desses eu gosto, rss... e agora, os zumbis, kkkkk. Eu gosto, não sei explicar por quê! Minha irmã diria o mesmo que você, que isso não presta e que é coisa do "demo" (essa seria a expressão dela)... e até certo ponto, acho que é verdade... Mas suponho que é uma fase. Ainda é novo, o povo está achando tudo mto "divertido" (o suspense e o medo das tais criaturas), alguns inovam, e tal e coisa, e coisa e tal. Daqui a pouco vai virar tudo clichê, e o povo vai enjoar.
E então, é hora dos escritores/cinema criarem outros monstros para entreter o povo, kkkkkk.

Mas eu me divirto com o suspense zumbi (tô assistindo Walking Dead), por enquanto...
;)