Charlaine Harris - Serie Vampiros do Sul 010

Dead in the Family (2010)
Ou, como eu traduziria em português, "Mortos em Família".

Se você acha que suas relações familiares são complicadas, pense novamente: você nunca viu nada como o pessoal de Bon Temps, na Louisiana. Sookie está lidando com toda uma série de problemas familiares, que vão desde parentes inesperados (ela descobre seus ancestrais fadas e mais um parente telepata), que exigem um lugar em sua vida, até um antigo vampiro que se intitulará "pai" de Eric, de bônus... Além de tudo isso, mais um parente distante do seu ex-namorado, o vampiro Bill que está doente, vai surgir...

Além da multiplicidade de questões familiares complicadas em sua vida, o bando de lobisomens de Shreveport pediu A Sookie um favor especial, e uma vez que Sookie é uma moça prestativa, ela concorda. Mas esse favor prestado aos lobos tem resultados terríveis para Sookie, que ainda se recupera do trauma de seu seqüestro durante a guerra das fadas.

O QUE ACHEI:
Uma aventura daquelas! Mais confusões Sookie não podia esperar... ela ainda se recupera da guerras das fadas, quando um monte de coisas começam a acontecer, como é normal na vida dessa mocinha azarada (ou sortuda, dependendo do ponto de vista de quem ler).

Bem, ela vai estar presente, quando os lobis e os metamorfos finalmente jogam fora suas máscaras e se apresentam ao mundo. Essa questão dos metamorfos é crucial na história, já que o próprio irmão de Sookie, o mulherengo Jason, acabou por se tornar metamorfo - por contaminação, o que já não é o mesmo que um "de nascença". Na série, os metamorfos "acidentais" (que ficam assim devido a uma mordida ou arranhão de outro metamorfo), não são tão benvindos aos grupos ou comunidades ou bandos, quanto um de nascença.
 




Mas, voltando à história de Sookie, que vou tentar resenhar sem deixar escapar nenhum spoiler (porque ninguém gosta disso, suponho): Esse livro é divertido de certa forma, mas dramático também. Se eu fosse ela, acho que, ou teria morrido de susto ou de estresse. Credo, como essa garota sofre desde que resolveu namorar os vampiros! Em cada novo livro, duas ou três bagunças para infernizar sua vida, começando pelos vampiros - Bill, Eric e todos os outros que vieram no rastro desses dois - passando pelos lobisomens e metamorfos e terminando nas... fadas.

Aqui, nesse livro, parece que as famílias de todos os personagens resolveram surgir de uma só vez. Dentre os parentes de Sookie, ela vai ser babá por um dia de um priminho de cinco anos... e passará alguns apuros com ele. Depois, mais apuros com o primo-fada Claude. E outros "parentes" fada. O pior, porém, lhe será reservado pelos lobisomens e vampiros. Bill, ferido mortalmente na guerra do livro anterior, irá aparecer em algumas cenas, muito doente e de aspecto péssimo, o que irá despertar a piedade de Sookie. E ela, claro, que querer se meter na vida dele e arranjar a cura para a doença dele... e a cura virá. E que cura!



Suas relações com Eric irão sofrer um revés muito grande aqui, nesse livro, porque de uma hora para outra, o velho vampiro que o criou irá surgir, trazendo junto com ele muitas coisas estranhas, histórias antigas e horripilantes, um "irmãozinho" mais "novo" de Eric e outras cositas. Sookie irá ficar quase louca de ciúmes, já que as relações entre os vampiros (sejam homens ou mulheres) são bem diferentes das humanas. Não existe quase nenhuma linha divisória entre vampiros homo ou hetero, a maioria deles é bi, além do que, o contato entre os vampiros criadores e suas criaturas geralmente envolve sexo, "amor", amizade, ou tudo isso junto... Que salada mista! Como é que Sookie, uma mocinha criada no interior por uma avó à moda antiga consegue administrar tanta novidade? Bem, o fato de os vampiros de C. Harris serem quase todos viciados em sexo e serem quase todos bissexuais, não é nenhuma novidade e nem mesmo Sookie liga muito para isso. Porém aqui, nessa história em particular, há um diferencial. O vampiro mais "jovem", o irmãozinho de Eric, na verdade, é um menino de treze anos! Isso já traz toda uma carga negativa, que deixa até mesmo a experinte garçonete telepata tonta e nervosa! Ela não pode aceitar o fato de o velho vampirão ter transformado uma criança de treze anos... isso soa para ela, quase como "pedofilia". E para nós, leitores, igualmente.
O Fangtasia é um bar... ou o próprio inferno, com todos as espécies de demônios possíveis? Pra mim, se parece mais com a segunda opção...


Mas, não querendo escrever nenhum spoiler, o fato é que a coisa não é o que parece, pois o "menino", na verdade, já um vampiro de alguns bons séculos de existência... E vai trazer tanta roupa suja para lavar na história de Sookie, que esta quase pira.

Sem falar em Bill, que também irá requisitar a ajuda dela, Alcide, o lobisomem, que conclama Sookie para uma reunião, Sam que também enfrenta problemas com funcionários do bar, entre outras cositas. Isso tudo, somado às fadinhas (que aqui nada de tem doces e delicadas) irá transformar a vida da garçonete numa verdadeira zorra.

O livro é bem cheio de ação, e a despeito do tom irônico da narrativa em primeira pessoa, é satisfatório. Não falta romance, suspense, mistérios e tramas picantes.

Nota 10.

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4 comentários:

sinistro negro disse...

Oba! Meu nome é Sinistro Negro, mas não se assuste com isso.
Sou do bem. Visitei o seu blog e gostei o que é raro e
estou seguindo, o que pode ser preocupante.
Tenho um blog e gostaria que o visitasse para o seu próprio bem.
E se o seguir tudo Dara certo em sua vida.
Valeu e boas almas para você.
http://sinistronegro.blogspot.com.br/

Pat Kovacs disse...

Hoje é o dia do folclore brasileiro... que tal uma postagem sobre isso e o descaso da literatura nacional com o próprio folclore?
Vou fazer uma postagem no patriciado. Faz uma tbm. Será o nosso protesto.

Amor e Livros disse...

Olá, Sinistro! Bem vindo à nossa casa, que também tem um "quê" de sinistra, hihihi! Pelo menos, é do estilo 'mansão mais-ou-menos-assombrada'!
Vou visitar seu blog.
:)

Amor e Livros disse...

Oi, Pat! Tem razão, estou postando. Nossa mitologia está sendo deixada de lado, em favor das mitologias europeias ou até mesmo de outras regiões do globo. E o Brasil tem uma cultura tão rica, né?
Bjos!