Dan Brown - O Simbolo perdido


"O Símbolo Perdido é denso, exótico, cheio de códigos e pistas, imagens impressionantes e a dinâmica incessante que torna impossível deixá-lo de lado. Esplêndido. Outra história arrebatadora de Robert Langdon." - The New York Times

O QUE ACHEI:
Perdido estava Dan Brown quando terminou de escrever este livro.

Um livro que começou super bem, conduzindo o leitor em um ritmo aceleradíssimo de ação, mistério, espionagem e - melhor de tudo - um suspense que prometia... Prometia muito.

Assim como O Código da Vinci e Anjos e Demônios, o ritmo e a ação, junto com o suspense, deixam o leitor sem fôlego. Porém, ao contrário desses dois primeiros livros, cujo desfecho é muito significativo e traz à tona, além de questões filosófico-religiosas muito sensacionalistas, grandes mistérios e descobertas, O Símbolo Perdido é quase uma fraude. Que símbolo? Que mistério? Que descoberta? Não traz nada, absolutamente nada, além de várias explicações acadêmicas a respeito de simbologia e religião, que a gente já não saiba.
Até um pouco além da metade do livro, a ação e o suspense são viciantes, e a leitura transcorre com rapidez, mesmo os trechos mais insípidos ou cansativos, relativos às descrições sobre a arquitetura dos edifícios de Washington ou à História dos símbolos. Trechos relativos à Maçonaria e suas cerimônias, ensinamentos, rituais, etc. são também um pouco cansativos, mas até tornam o romance curioso, pois há sempre a indicação clara - em todo o livro - de que há um "tesouro" ou "ensinamento mágico-esotérico" fantástico, que pode causar uma "revolução" ou "transformação" em toda a humanidade. E de que tal tesouro ou "segredo" está oculto, em algum lugar... na capital americana, sob algum edifício, subterrâneo, templo ou cripta secreta.

O leitor, embalado por tal expectativa, devora a narrativa. Entretanto, quando começam a surgir as primeiras "revelações" (e o grande vilão surge em toda a plenitude e malignidade) percebe-se que, na verdade... não existe nenhum "símbolo perdido". Tampouco o vilão está certo, ao imaginar uma "fabulosa transformação ou apoteose".

O final é muito, muito decepcionante. Quando percebi o engodo de Dan Brown, simplesmente relaxei na leitura.

E, para fechar com "chave de ouro", há uma indicação claríssima de que o autor é ateu ou totalmente contrário às religiões cristãs, pois dizer (atenção, spoiler!) que Deus é apenas "as mentes unidas do ser humano, um plural unificado", é acabar com as esperanças de qualquer pessoa de fé... E a última palavra do livro é justamente "esperança". Irônico.

O 'símbolo perdido' de Dan Brown perdeu-se em uma porção de "encheção de linguiça", que me perdoem os leitores que apreciaram a história.

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