Ira Levin - O Bebe de Rosemary


O bebê de Rosemary, muito barulho para pouca chuva...

"Alugando um apartamento em antigo prédio de Nova Iorque, os recém-casados Rosemary e Guy Woodhouse organizam suas vidas com pequena ajuda dos vizinhos Minnie e Roman Castevet. Guy é ator e luta por um papel de destaque, enquanto Rosemary decora com ar mais alegre o apartamento onde anteriormente foi cometido um crime. Guy consegue um papel graças a um acidente com o ator titular e, logo depois, Rosemary tem um pesadelo no qual é possuída pelo demônio...

Passado algum tempo, Rosemary descobre que está grávida e é tratada por Minnie e o médico desta, Dr. Sapirstein com vitaminas especiais. Fatos estranhos levam Rosemary a desconfiar que todas estas pessoas estão envolvidas com magia negra e desejam possuir o filho dela que vai nascer."

O QUE ACHEI:
Do livro (e também do filme) - resenha:

Não gosto do estilo de Ira Levin, desde o primeiro livro que li. Não sei se, acostumada ao estilo mais 'bad boy' de Stephen King e do nosso excelente André Vianco, eu não tenho mais paciência para romances prolongados demais, com excesso de "encheção de linguiça" ou o quê. O fato é, não gostei, nem do livro, nem do filme. Está certo. São clássicos modernos, não há que negar. Mas gostos são gostos, certo?

Em "O Bebê de Rosemary", o autor explora um tema que, na época, era originalíssimo. A mulher que engravida do demo... Ok, um bom tema, seja ou não original. Mas esse livro não tem, na verdade, elementos de um suspense denso e assustador. É tudo muito comum, muito natural, muito vulgar. A protagonista é tão insossa - mesmo no filme, apesar de bonitinha como era a atriz Mia Farrow - quanto ingênua.

Ignorando todos os avisos dos amigos, o casal vai morar no tal apartamento com má fama. A partir daí, através de diálogos prolongados, poucas descrições e fatos que são apenas narrados "pela boca de amigos", surgem fatos estranhos, que só aos poucos serão interpretados como "estranhos" pela crédula Rosemary.
Faltam no livro: Cenas fortes, descrições detalhadas ou cenas de ação, suspense bem dosado. É morno, monótono e tem um final, no mínimo, absurdo.
O filme é exatamente igual ao livro. Quem quiser, pode conferir, baixando o mesmo pela internet, há inúmeros sites de download de filmes antigos (se bem que, não sei se esse filme já pode ser contado como domínio público).
Enfim, é um livro mais ou menos insosso. Mas, como todo clássico, deve ser lido, mesmo que seja apenas para conferir as diferenças entre os estilos e os autores.


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