Charlotte Bronte - Jane Eyre


Jane Eyre: sensibilidade e romantismo que jamais se esquece.

 Jane Eyre é uma menina órfã que vive com sua tia, a sra. Reed, e seus primos, que sempre a maltratam. Até que, cansada do convívio forçado com a sobrinha de seu falecido esposo, a mulher envia Jane a um colégio para moças, onde ela cresce e se torna professora. Com o tempo, cresce nela a vontade de expandir seus horizontes. Ela põe um anúncio no jornal em busca de trabalho como governanta. O anúncio é respondido pela senhora Fairfax, e Jane parte do colégio para trabalhar em Thornfield Hall. Lá, ela conhece seu patrão, o sr. Rochester, um homem brusco e sombrio, por quem se apaixona. Mas um grande segredo do passado se interpõe entre eles.

O QUE ACHEI:
O livro 'Jane Eyre' veio me parar nas mãos quando eu tinha treze anos, mesma época em que também li "O Morro dos Ventos Uivantes". Uma época em que eu, adolescente devoradora de livros, me sentia verdadeiramente dominada pela alma literária clássica.

Jane Eyre é a história do(a) órfão(ã) que se repete, com variantes curiosas e criativas. Como outros órfãos sofridos da literatura (David Copperfield, O Pequeno Lorde, A Pequena Princesa, O Jardim Secreto, entre outros) Jane vai parar nas mãos de uma tia autoritária e cruel. Passando horrores ora nas mãos dos primos, ora nas mãos da tia, ela finalmente foi enviada para o orfanato Lowood.

Tão ou mais terrível que a vida na casa da tia, o orfanato provou ser uma espécie de 'purgatório vitoriano', onde as pobres crianças viviam e morriam sem sentir a infância, de fato.

Mas a sua juventude prometia algo melhor. A esperança de felicidade a fez procurar um emprego, através de um anúncio em jornal, e Jane foi morar em uma sombria mansão, para ser governanta (professora) de uma meninazinha francesa. E foi lá que ela viveu os momentos mais doces e amargos de sua vida.

 O Sr. Rochester, dentre dantos galãs livrescos que conheci, ainda está em um lugar privilegiado, na "galeria dos mais-mais" do meu coração. Um homem sombrio, brusco, de maneiras estranhas e aparentemente grosseiras. As primeiras palavras que ele dirigiu a Jane me chocaram: "Você não tem beleza"... Se um homem me dissesse isso, acho que eu o odiaria para sempre.

Mas a gentil e singela Jane não ligou para isso, e no decorrer da história, o leitor perceberá o por quê.

Um clássico dos clássicos góticos, e seu clima sombrio, dramático e profundo fez desse livro um dos meus romances favoritos! Nota 10!






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1 comentários:

Aris disse...

Um dos meus livros favoritos. Sugiro a série da BBC e o filme mais recente. vale a pena assistir, são muito bons :-)
Bj, Aris.