Richard Lazarus - Alem do Impossivel

Além do impossível - Almanaque do inexplicável do século XX - Richard Lazarus

Além do impossível: almanaque do inexplicável do século XX relata casos intrigantes, espetaculares e misteriosos, envolvendo desastres, aparições de óvnis, premonições e os mais curiosos fenômenos paranormais do nosso século. Mistérios oriundos de mais de vinte países (inclusive do Brasil), organizados ano a ano, desde 1900, por Richard Lazarus, ajudam a lançar uma nova luz sobre as pesquisas metapsíquicas anteriormente documentadas, com o auxílio de informações até há pouco sigilosas, omitidas da opinião pública e guardadas nos arquivos secretos de vários governos.

Editora: José Olympio
Ano: 1994
Páginas: 447

O QUE ACHEI, resenha de Richard Lazarus, "Além do Impossível":
Um livro imperdível para os investigadores de fenômenos inexplicáveis. Lembra um pouco os livros de Jacques Bergier, Charles Berlitz e Peter Kolosimo, com suas coleções de curiosidades e mistérios sobrenaturais (ou paranormais, como queiram).

A cada ano, uma nova onda de mistérios e bizarrices: Pessoas que sofrem estigmatizações como as Jesus Cristo, criaturas estranhas, monstros marinhos desconhecidos, OVNIS, fantasmas, fenômenos de combustão espontânea (horrível, imagine uma pessoa morrendo queimada "do nada", sem que nenhum fogo a tenha tocado e sem que as chamas que a devoram queimem nada mais ao redor, apenas ela?), maldições, azar e sorte, civilizações submarinas, e por aí afora.

Um trecho do livro, para você ter uma ideia do que esperar:

1913,
Os atiradores de pedras fantasmas
     Quase todos os fenômenos do mundo da paranormalidade costumam provocar um sentimento intenso de estranheza nas pessoas, mas existem entre eles alguns acontecimentos ainda mais estranhos. Ataques de atiradores de pedras invisíveis são um exemplo típico desse segundo tipo.
     Durante quatro dias, a contar da manhã do dia 30 de janeiro de 1913, uma casa na área residencial de Marcinelle, nas proximidades da cidade belga de Charleroi, foi atingida nas janelas e portas por pedras de vários tamanhos. Quando o senhor Van Zanten, proprietário da casa, teve sua atenção chamada pelo inconfundível barulho de vidro quebrado, ele a princípio pensou tratar-se de obra de crianças da vizinhança. O senhor Van Zanten avisou a polícia a respeito, que pôs a casa sob vigilância. Entretanto, ao invés de terminar, o bombardeio continuou e aumentou de intensidade. Além disso, ninguém foi visto atirando os projéteis e parecia não haver explicação de sua origem.
     Em relatório por escrito ao seu superior, um dos oficiais da polícia belga descreveu como uma pedra despedaçou a vidraça de uma janela, sendo seguida por outras pedras em trajetória espiralada que descreviam movimentos parabólicos e despedaçavam metodicamente todos os fragmentos restantes. Outra janela foi atingida por um projétil, que ficou preso nos fragmentos do buraco que abriu na vidraça e só era ejetado dali por outra pedra que atingia exatamente aquele mesmo ponto da vidraça, passando sem criar outros danos. Na opinião do oficial, ou as pedras "estavam sendo atiradas por um agente sobrenatural ou o atirador invisível possuía uma mira perfeita. Depois de perder todas as vidraças das janelas, o senhor Van Zanten chegou à mesma conclusão. Além disso, se por um lado o proprietário da casa sentia-se irado por causa da destruição da sua propriedade, por outro estava aliviado por ninguém da sua família ter saído ferido. Na verdade, seus dois filhos, ambos com menos de cinco anos, aparentavam não estar incomodados pelo incidente que presenciaram, e o único alvo humano atingido por um estilhaço de tijolo - o sogro de Van Zanten - não sentiu dor e não ficou marcado.
     Uma investigação completa feita pela polícia não foi capaz de localizar qualquer indício suspeito e, em 2 de fevereiro, para alívio da família belga, cessou o bombardeio, tão misteriosamente como começara.
     Por incrível que pareça, a história que acabamos de contar é apenas uma em meio às dezenas de casos de atiradores de pedras invisíveis registrados pelos especialistas em mistérios ao longo deste século.
     Em outubro de 1901, quantidades enormes de pedras caíam sobre Harrisonville, uma pequena cidade no estado norte-americano de Ohio, causando alarme generalizado; quatro anos mais tarde, em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago, 'chuvas' de pedras dentro e fora de ambientes fechados acompanharam uma série de fenômenos do tipo poltergeist,8 ocorridos em uma casa famosa por suas assombrações.
     Em 1907, a cidade irlandesa de Magilligan, em County Derry, testemunhou os telhados e as janelas da cabana de um certo senhor McLaughlin serem atingidos por pedras. Como no caso de 1913, há relatos de pessoas que confirmam a teoria de que a energia envolvida nesses acidentes era dirigida por uma forma de vida inteligente.

       Em 1929, o pesquisador Ivan T. Sanderson teve uma experiência inédita com o comportamento inteligente de um atirador de pedras na ilha de Sumatra (Indonésia), onde estava com um amigo que encontrava pequenas pedras toda manhã em sua varanda. Sanderson suspeitava que um poltergeist devia ser o culpado, de modo que, na manhã seguinte, a fim de testar sua teoria, ele marcou várias pedrinhas com batom e jogou-as na mata escura que rodeava a casa de seu anfitrião. Alguns momentos depois, os mesmos objetos caíram aos seus pés. Sanderson considerou esse fato uma prova definitiva de que um agente sobrenatural era o responsável pelo fenômeno, pois nenhum olho humano teria sido capaz de encontrar as pedras embrenhadas na folhagem e jogá-las de volta em um período tão curto.
     Às vezes as mudanças nas trajetórias das pedras arremessadas desafiam qualquer convicção. Em janeiro de 1923, depois do quarto mês de bombardeio a uma casa de fazenda na região francesa de Ardèche, um político do local afirmou: "Nenhuma mão mortal poderia tê-lo feito. É impossível para um homem atirar rochas sobre um campo à distância de quatrocentos metros, sem falar na impossibilidade de alguém não ter sido detectado."
     Em 1977, oficiais na cidade de Spokane, em Washington, foram desafiados por repetidos relatos de rochas caindo sobre a casa do senhor Billy Tipton. No ano seguinte, Tipton mudou-se para Hazlitt, em Nova Jersey, onde mais uma vez sua casa se tornou o alvo de um ataque aéreo.
     Para a sorte daqueles no centro desse tipo de acontecimento, as atividades dos atiradores de pedras fantasmas em geral não duram muito. Mesmo assim, têm havido exceções notáveis, sendo esses ataques persistentes a prova incontestável de que as histórias não consistem em simples produto da imaginação de alguém.
     Na Grã-Bretanha, talvez a prova mais convincente da realidade objetiva do fenômeno de poltergeist tenha sido a blitz dada em uma vila de cinco casas em uma rua do distrito de Ward End, em Birmingham. No início de 1982, após receber numerosas reclamações a respeito de janelas quebradas por pedras atiradas nos fundos das casas na estrada de Thornton, a Guarda Civil dos Condados do Meio-Oeste reuniu uma equipe para vigiar as propriedades atingidas. A polícia suspeitava de que adolescentes do local fossem os responsáveis pelos ataques noturnos, mas, ao invés de encontrar culpados humanos, eles descobriram um enigma para o qual até hoje não se encontrou qualquer explicação. Embora os policiais vigilantes tenham ouvido os sons característicos de projéteis voadores colidindo com as telhas e tijolos das casas sob vigilância, não foi encontrada absolutamente qualquer prova de que alguém estivesse atirando os objetos. Equipamentos sofisticados, tais como observadores noturnos e amplificadores de imagens mostraram-se inúteis e, no final de 1982, depois de 3,5 mil horas de vigilância infrutífera, a polícia não era ainda capaz de solucionar o problema. Hoje, os visitantes pararam de importunar os moradores da estrada de Thornton, mas o mistério permanece em aberto.
     Manifestações de atividades inexplicáveis das proporções descritas nos parágrafos anteriores derrubam as alegações dos céticos em que insistem que os atiradores de pedras fantasmas não passam de crianças em busca de atenção que arremessam objetos pelas costas dos investigadores. E possível enganar uma força policial por tanto tempo? Embora seja difícil acreditar nessas histórias, não pode mais haver dúvidas aceitáveis a respeito da existência de atiradores de pedras fantasmas. E eles não estão se tornando menos ativos: nos últimos dez anos, surgiram relatos de numerosos países, entre eles a República Tcheca, Eslováquia, Itália, África do Sul, Quênia, Brasil e Austrália Ocidental."

Muito bom o livro, para quem gosta de escrever sobre o assunto, ou apenas como curiosidade.






Share:

0 comentários: