Maggie Shayne - Enfeiticados


Feitiço de Amor
Três bruxas casamenteiras escolhem o desavisado Nathan McBride como o par ideal para sua sobrinha. O futuro se afigura promissor, a não ser por um pequeno detalhe: elas precisam mantê-lo virgem até que ele se apaixone por Aurora... Coisa que não será muito fácil, uma vez que Nathan e Aurora não se suportam!

Um Mosqueteiro ao Luar
Uma jovem investigadora em fuga de uma perigosa quadrilha invoca um feitiço de proteção num momento de desespero e faz materializar-se um irresistível mosqueteiro à procura de uma dama em apuros...

O Poço dos Desejos
Jack McCain pula dentro de um poço e se vê de volta ao passado. Tido como criminoso, ele está condenado à prisão, até que obtém a liberdade... com um pedido de casamento!

O QUE ACHEI:
Esse livro de Maggie Shayne contém 3 histórias curtas (contos  ou novelinhas), mas considerei o livro fraco, com personagens sem muito carisma, com exceção do último, "O Poço dos Desejos".

O primeiro conto, "Feitiço de Amor" conta a história de uma jovem 'bruxa' criada por três tias bruxas-e-malucas, que decidiram que ela devia se casar com tal rapaz, e tudo fazem para que eles se apaixonem... o que, com umas pitadas de bruxaria, pode dar certo. Exceto por uma coisa: O rapaz deve se manter virgem. Achei a historinha fraca e previsível.

"Um mosqueteiro ao luar" é o segundo conto, ainda mais previsível e meloso que o primeiro. Outra moça com tia bruxa (parece que a autora está obcecada com 'tias-bruxas'), através da qual a protagonista terá acesso a um feitiço. Ela quer um feitiço de proteção, mas acaba invocando um feitiço de amor, e traz do passado um mosqueteiro que... bem, o resto vocês já podem até imaginar.

"O Poço dos desejos" é o melhor dos três, sem sombra de dúvida. A história é um pouco mais realista, menos fútil e tem um quê de lição de vida. O mocinho é Jack, jovem que nunca gostou de trabalho pesado, e sempre deu "jeitinho" para tudo, inclusive para conseguir grana. Mete-se com uma turma da pesada, e acabaria na prisão, se um acaso do destino... ou por intervenção angélica, divina, das fadas, conforme queira, não o lançasse algumas boas décadas no passado.


O fato é que Jack conhece a viúva Emily, uma mulher que, sinceramente, tem muita semelhança com muitas mulheres brasileiras, tanto do passado, como de hoje em dia: Uma mulher que luta bravamente para manter a fazenda de seus dois sobrinhos, para evitar perdê-la para o banco. E para isso, não hesita em trabalhar como uma condenada, arando a terra, semeando, tratando dos animais. Tudo isso absolutamente sozinha, até que percebe o quanto todo esse sacrifício seria inútil, se alguém não a ajudasse. Um braço forte. Um homem. Talvez um marido, mas se isso não fosse possível, um amigo... mas como ela consegue isso?

Vocês verão (sem spoilers!). Há um ponto legal nesse conto: Fica a lição de vida, mostrando que o crime não compensa e que o trabalho honesto é a maior honra para o ser humano, seja qual for esse trabalho. O do rico empresário ou do mais humilde operário ou agricultor. E, claro, mostrando ainda que o amor - o verdadeiro - é capaz de realizar grandes mudanças nas personalidades das pessoas.
Share:

0 comentários: