Jack Oleck - Messalina

Jack Oleck - Messalina

A história da mulher mais famosa de Roma Imperial, capaz de conquistar o homem que quisesse e de destruir todos os que se opusessem aos seus desejos.
Uma mulher belíssima, sensual, a cujos encantos nenhum homem era capaz de resistir. Sua história é, também, a história  da antiga Roma dos Césares, em todo o seu esplendor de luxo e libertinagem.

O autor retrata uma época, prendendo-se, principalmente, à figura lendária de Messalina, notável por sua beleza e desmedida ambição. E não eram pequenos também os seus talentos eróticos, carregados de grandes doses de sadismo.

Neste livro de leitura emocionante, do qual já foram vendidos mais de um milhão de exemplares, Jack Oleck narra as aventuras da bela romana, sua ascensão e queda do trono, na Roma imperial, o lado erótico da mulher que conseguiu submeter a seus desejos todos os homens que passaram por sua vida, desde o devasso marido Claudio, ao louco imperador Calígula.

Editora: Record
Ano: 1959
Páginas: 330

O QUE ACHEI:
Um dos melhores romances históricos que li até hoje, embora não seja um livro muito grande, de muitas páginas.
Por ter sido escrito nos anos 50, as expressões do autor, mesmo no que se referia à cenas de orgia e sexo, são muito contidas, e por isso mesmo, mais elegantes. Não é mais elegante você dizer "paixão" ao invés de "sexo"? Pois é assim que Jack Oleck se expressa, ao se referir ao vício de Messalina.

Nicola Paget como Messalina em uma produção dos anos 50

Uma viciada em sexo, ninfomaníaca total e absoluta, cruel, maldosa, sádica, corrupta e corruptora, traiçoeira.

Valéria Messalina, filha de Marco Valério Messala e Domícia Lépida, pertencia a uma abastada família romana, e casou-se aos 15 anos com Claudius, tio do imperador Calígula.

Segundo Oleck, ela casou-se com Claudius, um homem velho para ela, (ele tinha 55 anos quando desposou a jovem), por interesse, porque estava grávida de um escravo judeu de nome Isaac. Naturalmente, talvez essa parte seja ficção do autor. O que se sabe, pelos historiadores, é que o casamento foi de fato, por interesse: Talvez Claudius achasse interessante unir-se à filha de uma família tão ilustre quanto a de Messala.

O fato é que, após o casamento, ela foi levada a conhecer Calígula e sua corte corrupta e lasciva, e aprendeu rapidamente as malícias e as pervesões sexuais em moda, entre os nobres romanos.

No livro de Jack Oleck, Messalina poderia ter amado sinceramente o judeu, Isaac, um dos poucos homens a quem ela não renderia com sua beleza e com sua sedução diabólica.

O livro narra de forma ágil a tragetória de uma mulher, uma quase-menina, que tinha um temperamento irascível, grande beleza e uma sede de sexo infinita. Não é uma personagem da qual recordaremos com prazer, mas com repugnância; porém o livro é bom, porque retrata muito nitidamente a vida da nobreza romana daquela época.
E que época! Lendo histórias como essas, eu me dou por satisfeita em viver no século 21!

A elegância do escritor, ao retratar as cenas dos "festins" de Messalina, seus inúmeros amantes e sua fraqueza pela "paixão" (sexo), tornam a leitura mais suave, embora fiquemos o tempo todo desejar ver logo o fim da prostituta mais famosa dos tempos antigos, cujo nome, hoje, é sinônimo disso mesmo: prostituta.

Um livro que vale a pena!






Share:

0 comentários: