Oscar Wilde - O Retrato de Dorian Gray

Versão de Oscar Wilde para o mito faustiano da perda da alma em troca dos prazeres mundanos, "O retrato de Dorian Gray" é um relato de decadência moral e punição, exemplo do humor cáustico e refinado de seu autor.

DORIAN GRAY é um belo e ingênuo rapaz retratado pelo artista Basil Hallward em uma pintura. Mais do que um mero modelo, Dorian Gray torna-se inspiração a Basil em diversas outras obras. Devido ao fato de todo seu íntimo estar exposto em sua obra prima, Basil não divulga a pintura e decide presentear Dorian Gray com o quadro. Com a convivência junto a Lorde Henry Wotton, um cínico e hedonista aristocrata muito amigo de Basil, Dorian Gray é seduzido ao mundo da beleza e dos prazeres imediatos e irresponsáveis, espírito que foi intensificado após, finalmente, conferir seu retrato pronto e apaixonar-se por si mesmo. A partir de então, o aprendiz Dorian Gray supera seu mestre e cada vez mais se entrega à superficialidade e ao egoísmo. O belo rapaz, ao contrário da natureza humana, misteriosamente preserva seus sinais físicos de juventude enquanto os demais envelhecem e sofrem com as marcas da idade. 

O QUE ACHEI: 

Esse foi um dos meus primeiros clássicos, quando ainda estava na quinta série do ensino fundamental (acho que li uma versão adaptada). Um suspense misto de sobrenatural e aquele toque mágico de mistério que só os autores ingleses do século XIX sabiam dar aos seus trabalhos. Eu gostei muito e agora, novamente, pego o meu querido clássico da estante  para reler. Desta vez, uma versão integral. 




Não importa quanto tempo passe, um clássico é uma obra sempiterna, fica em nosso coração, cria raízes e dela tiramos sempre alguma inspiração. Se somos escritores, inspiração para novos livros. O artista plástico, para suas imagens. Se sua profissão nada tiver a ver com literatura ou arte, será a inspiração para momentos de reflexão, de meditação que servirá de base e amparo para algum momento de necessidade. De "O Retrato de Dorian Gray" eu tirei inspiração para muitos poemas, pequenos contos e textos e um ou outro romance (engavetado). A alma trancada numa pintura. 

O rapaz levado pelos prazeres carnais que não dá valor ao mundo mais elevado que é o espiritual. A matéria aprisionadora. O pacto com o lado negro. O mal que existe em cada ser humano - e aqui, uma similaridade com a obra de Robert Louis Stevenson, "O Médico e o Monstro". Se você ainda não leu, por favor! Leia, leia, leia... é um clássico magnífico.


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