Afonso Arinos - A feiticeira [download]


A Feiticeira: conto de susto e terror que tem como cenário as regiões agrestes do interior do Brasil

AFONSO ARINOS
Nascido em 1868, no interior de Minas Gerais, na cidade de Paracatu, Afonso Arinos de Melo Franco teve uma vida marcada pelo ambiente sertanejo. Ainda jovem mudou-se para Ouro Preto, onde viveu grande parte de sua vida (abandonou a cidade apenas durante o tempo em que cursou Direito em São Paulo) e abriu um escritório de advocacia.

Começou sua carreira literária enquanto trabalhava de redator no jornal O estado de Minas, no qual publicou seus primeiros contos. A vida como professor de história em Ouro Preto, assim como suas pesquisas em arquivos, também contribuiriam muito para sua carreira, assim como suas excursões pelo sertão. Tais práticas serviriam de base para obras como Lendas e tradições brasileiras.

Fazia questão de manter-se, de certa forma, próximo ao modo de vida sertanejo, sendo um árduo defensor da cultura regionalista. Sua obra, mantém-se entre o natural e o sobrenatural – clima comum ao sertão, cheio de causos fantásticos – e não deixou de causar polêmica entre os críticos, que duvidavam da veracidade de sua obra, como no caso em que Arinos afirmou ser verídica a história de “A esteireira”.

Unido a esse gosto pelo sertão, Afonso Arinos também tinha paixão pela Europa, pelo monarquismo, pela vida parisiense, tentando, até, unir ambos levando franceses a peregrinar pelo interior de Minas. Foi nesse vai e vem entre o fascínio europeu e a raiz sertaneja que Arinos, no caminho de Paris, teve complicações com a vesícula e acaba morrendo em Barcelona, no ano de 1916, deixando uma rica contribuição regionalista à literatura brasileira. Retirado do site Sobre o Medo.

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"Ora! num instante o Quim larga da outra: é só o tempo de beber o café, das mãos da Rosa. Eu apronto a coisa: tiro o bracinho do menino… Hei de afogá‐lo primeiro: não custa muito. Quando pego algum nhambu na urupuca, ele nem chega a sofrer: sei dum lugar no pescoço que é só apertar um pedacinho de tempo – o bichinho morre logo."


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